Beleza e praticidade

Perfeccionista e apaixonado por arquitetura de interiores, Jairo de Sender é hoje um dos mais badalados profissionais cariocas. Habitué das principais mostras da área, como a famosíssima Casa Cor, da qual participou de todas as edições, ele desenvolveu um estilo próprio e inconfundível, ao mesmo tempo prático, arrojado e irreverente. Sua inspiração, como ele conta, vem de “viagens internas e externas”. Fã do famoso designer parisiense Philippe Starck, Jairo diz que também busca no seu trabalho “refletir a personalidade do dono da casa”.

RD: Por que você escolheu essa profissão? Em que momento você decidiu que seguiria esta carreira?
J.S: Acho que desde pequeno curto decoração. Adorava a casa onde morava quando criança e assim que acabei o vestibular fui viajar para Roma de férias e lá decidi que definitivamente meu caminho era a arquitetura.

RD: Como foi esse caminho que você percorreu para desenvolver seu próprio estilo?
J.S: Acho que diante de tantas experiências com inúmeras pessoas diferentes, fui concluindo que criar um estilo próprio é a receita inicial para se chegar a algum lugar e termos algum diferencial que conquiste o cliente na hora em ele tenha de fazer uma opção de com quem vai trabalhar.

RD: E como é o seu estilo?
J.S: Jairo de Sender é igual a beleza, praticidade e funcionalidade. Mas busco também refletir a personalidade do dono da casa.

RD: Qual a importância de materiais sustentáveis no seu trabalho?
J.S: Assim como o mundo hoje caminha guiado pela sustentabilidade, nosso escritório também tem esta preocupação.

RD: Entre tantas fontes que temos atualmente, de onde vem a sua inspiração?
J.S: De viagens internas e externas mundo afora. Gosto muito do trabalho do designer Philippe Starck, por exemplo.

RD: O que não pode faltar em seus projetos?
J.S: Não existem regras, tudo é possível. Cada caso é um caso.

RD: Como você se informa sobre o mercado de decoração?
J.S: Em sites, blogs, revistas especializadas. Em todos os lugares possíveis e imaginários.

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? O que falta aqui no Rio?
J.S: Falta ao Rio de Janeiro, assim como a São Paulo, que os produtos sejam lançados e divulgados com mais rapidez.

RD: Qual o estilo da sua casa? O que você gosta de ter nela?
J.S: Nosso estilo é familiar. Cada um palpitou naquilo que queria e sonhava. Democracia total.

RD: Você pode contar sobre dois projetos que curtiu muito fazer, descrevendo-os um pouquinho.
J.S: Adorei fazer o restaurante Casa Cor 2001, na Visconde de Albuquerque, porque o Rio de Janeiro aconteceu ali durante seis semanas badaladíssimas. Outro projeto que gosto muito é a emergência pediátrica do Instituto Nacional do Câncer (INCA) onde, como voluntários, criamos ambientes visualmente belos para as crianças doentes.

RD: Tem algum projeto legal que você está fazendo agora e poderia nos contar?
J.S: A ampliação do salão de festas da sinagoga CJB (Congregação Judaica do Brasil) do rabino Nilton Bonder na Barra da Tijuca.

RD: Quais os seus sonhos em relação a profissão? Algo que você sempre desejou fazer e ainda não fez…
J.S: Ainda quero projetar um hotel boutique inteirinho com a grife De Sender.

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