Apaixonada por desafios

Tendo passado por escritórios de arquitetura e uma construtora, ela montou seu próprio escritório há dois anos e aprendeu a trabalhar de maneira multidisciplinar. Em entrrevista ao Radar Decoração, a arquiteta Danielle Riley afirma gostar de desafios e cita um deles como projeto de destaque atualmente.

RD: Por que você escolheu essa profissão?
D.R: Escolhi a arquitetura porque sempre gostei do acolhimento e do bem estar que os espaços podem nos proporcionar.

 
RD: Como você define seu estilo de trabalho e como foi o caminho que percorreu para desenvolvê-lo?
D.R: Tento sempre trazer praticidade aos projetos que desenvolvo e entender o estilo do cliente, fazendo quase um projeto aliado a uma terapia, pois serão ambientes para serem usados por pessoas que têm histórias, e não somente projetos para serem vistos. Iniciei minha carreira trabalhando somente com arquitetura de interiores. Depois de 9 anos, para alçar novos horizontes, fui trabalhar numa construtora, onde tudo acontece de forma muito mais dinâmica e você lida com diversas áreas, fazendo um trabalho multidisciplinar que me ajudou muito. Foi uma época de grande aprendizado. Há dois anos, montei meu próprio escritório, onde atendemos tanto ao mercado corporativo como aos clientes de decoração.


RD: O que você considera essencial em qualquer bom projeto de interiores?
D.R: Muita criatividade, entender bem o que o cliente deseja e principalmente o que ele precisa para o espaço que ele tem se tornar um ambiente agradável, atendendo a todas as expectativas, inclusive a financeira.

RD: Qual a importância de materiais sustentáveis no seu trabalho?
D.R: Tento sempre usar materiais sustentáveis nos meus projetos, buscando criar essa cultura tanto no meu escritório quanto com os clientes, mas ainda estamos engatinhando nesse quesito, principalmente na questão do custo.

 
RD: De onde vem a sua inspiração?
D.R: De tudo ao meu redor, do cotidiano, de filmes ou séries de TV e principalmente de viagens. Adoro viajar, pois quando estamos viajando a mente se abre sem as obrigações da rotina, como o telefone tocando, e conseguimos absorver com mais pureza o que está ao nosso redor.

 
RD: Quais são suas cores favoritas no décor?
D.R: Tenho estado bem colorida no momento, com uma tendência para o turquesa, mas acho que branco e bege ainda têm o seu lugar.


RD: Forma, função ou emoção?
D.R: Como tenho uma alma na engenharia, função sempre, mas nunca deixando a forma de lado.

 
RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? O que falta nele?
D.R: Atualmente o mercado carioca está bem profissional e seguindo as tendências do mundo, mas não podemos esquecer do charme, do clima e do despojamento que a cidade nos permite e algumas vezes ficam de lado, o que resulta em arquitetura sem identidade.

 
RD: Como é a sua casa? O que você gosta de ter nela?
D.R: Minha casa é acolhedora, uma bagunça organizada. O que eu adoro nela é a varanda bem grande para receber os amigos.

 
RD: Que projetos entregou recentemente que gostaria de destacar?
D.R: Adoro uma casa em Angra, no Frade, onde conseguimos mesclar o moderno com o rústico e a decoração ficou muito alegre, bem praiana e muito prática e integrada.

 
RD: Que projetos está fazendo atualmente? Algum que curte em especial?
D.R: Vários! Gosto muito dos projetos que estamos fazendo para as áreas comuns de um empreendimento imobiliário que é um retrofit. A construção existente inicalmente, tombada pelo patrimônio, era um convento. Integrar esses espaços de uso comum, como salão gourmet e salão de festas, entre outros, com uma arquitetura secular, é um excelente desafio e tenho certeza de que o resultado vai ficar muito bom.

 
RD: Algum projeto que sonha em fazer e nunca fez?
D.R: Não penso em coisas que eu poderia fazer e sim nas coisas que eu tenho que fazer e fazer bem feito, mas adoro desafios e esses são sempre muito bem vindos.

 

RD: Quem são seus designers de mobiliário favoritos?
D.R: São vários, mas vou citar os brasileiros: Jader Almeida, Claudia Moreira Salles, Sergio Rodrigues e muitos outros.

 
RD: Qual o maior aprendizado nos anos de profissão?
D.R: Projetos, para serem bem executados, precisam de tempo para serem feitos.

 

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