A exposição TRIO Bienal integra as comemorações do aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e acontece do dia 5 de setembro a 26 de novembro no Memorial Getúlio Vargas, na Glória.

Trata-se de uma mostra internacional de arte contemporânea em torno do tridimensional, com 170 artistas de 47 países, sob curadoria de Marcus de Lontra Costa e tema Quem foi que disse que não existe amanhã? (frase de uma letra do rapper Marcelo D2). A mostra pretende discutir o momento de incerteza e de crise, tanto no Brasil quanto no mundo, e ressalta a insistência na procura de uma determinada arquitetura no caráter utópico da arte, recarregando a fé modernista em um mundo mais perfeito, a partir da ausência de distinção entre arte e vida.

O artista carioca Fábio Carvalho integra o módulo Utopias e além dele, estão também os artistas Afonso Tostes – BR, Ai WeiWei – CN, Alex Flemming – BR, Ana Miguel – BR, Anna Bella Geiger – BR, Cildo Meirelles – BR, Felipe Barbosa – BR, José Rufino – BR, Laerte Ramos – BR, Los Carpinteros – CU, Lourival Cuquinha – BR, Mauricio Ruiz – BR, Nelson Félix – BR, Tom Dale – US, entre muitos outros, na exibição da mostra.


Fábio Carvalho – Delicado Desejo n° 5, um dos trabalhos do artista que estarão no módulo Utopias da TRIO Bienal.

Fábio Carvalho representará cinco obras da série Delicado Desejo. Serão armas de fogo compostas por um patchwork de rendas diversas, com as quais o artista reflete sobre o mix que existe entre fascínio e repulsa pelas armas de fogo, em especial no continente americano. No Brasil isso se reflete no crime organizado, onde quanto maior o calibre e o poder de destruição de uma arma, maior é o status do indivíduo dentro da organização. E consequentemente, maior seu poder e território comandado.


Fábio Carvalho – Eros & Psiquê, um dos trabalhos do artista que estarão no módulo Utopias da TRIO Bienal.

Além desta série , também será apresentado o trabalho Eros & Psiquê , um fuzil de brinquedo de plástico, dentro de uma vitrine de madeira escura, similar as reais em coleções, sendo que o fuzil está cercado de borboletas coloridas de plástico, como se estas usassem o fuzil como pouso e abrigo.

O trabalho faz referência às eternas dualidades amor e ódio, sexualidade e agressividade, vida e morte. Tanto os trabalhos da série Delicado Desejo, bem como Eros & Psiquê, são ainda uma crítica aos estereótipos de masculinidade, uma vez que as armas de fogo são também uma forma de demonstração ostensiva da virilidade de um sujeito, sugerindo a castração do masculino e um apelo ao feminino, tanto na renda, quanto nas borboletas.

Serviço

Memorial Getúlio Vargas

Endereço: Praca Luis de Camoes, s/n Subsolo

Glória/Rio de Janeiro

telefone: 21-2242-1012