A CASACOR Brasília chega a sua 28ª edição em 2019 inspirada pelas curvas de Oscar Niemeyer na Casa Manchete. A construção erguida em 1978, para abrigar a sede em Brasília da extinta revista e TV homônimas, é revigorada por mais um ano ao receber os ambientes e inovações da mostra.

Desta vez, são 45 ambientes distribuídos em 8 mil metros quadrados de área, com inspiração confessa no tema Planeta Casa. Os 69 profissionais, cada um a seu modo, relacionaram afetividade, sustentabilidade e tecnologia, apresentando tendências – e sem se esquecerem do importante legado da arquitetura modernista de Niemeyer e outros grandes nomes.  Conheça os espaços nas fotos de Jomar Bragança:

  

Ney Lima – Casa Capital. A presença da tecnologia em casa flui neste ambiente sem paredes, que estabelece uma conexão orgânica entre sala, quarto, sala de banho e closet em 92 m². O sofá modular e o mobiliário de Jader Almeida permitem várias composições, e é esta a intenção. Para manter a privacidade no banheiro, o display ultrafino inserido entre duas lâminas de vidro fica transparente ou opaco, quando acionado. Ao fundo, destaque para o painel de LED de 21 m² com imagens da natureza.

 

 

Studio Arch + por Renata Vieira, Juliana Velloso e Laísa Figueiredo – Lounge PS. Com referências na arquitetura minimalista, o ambiente de 120 m² se define pelas formas puras e retas. Algumas peças do mobiliário quebram a austeridade das linhas e da paleta cromática enxuta, como os sofás de formato orgânico e a divertida poltrona Peacock na cor azul, do design Dror Benshetrit para a Cappellini. Os tacos originais de madeira foram restaurados in loco.

 

Leo Romano – Galeria Só Reparos. O espaço de 300 m² foi construído sobre a antiga piscina. O percurso inicia sob a marquise da casa, com objetos criados pelo arquiteto e pela artista Ieda Jardim. Entre tijolos e elementos brancos, o caminho percorre uma arquitetura minimalista. O layout livre é acentuado pelas cores claras, poucos móveis e objetos que contracenam com elementos naturais do local. Ao fim da jornada, Leo provoca o desejo e define uma atmosfera intensa, introspectiva e de paz.

 

Marina Pimentel, Eduardo Sainz e Lilian Glayna Sainz – Pavilhão São Geraldo. O espaço de 680 m² conecta a natureza com o urbano, ao mesclar a arquitetura de linhas retas da Sainz com a vegetação densa do paisagismo de Marina Pimentel. A ideia foi criar um percurso quase labiríntico e bancos soltos. Eles reduzem o ritmo da caminhada e do olhar para contemplar as folhas largas, a leveza dos bambus, os enormes Flamboyants existentes. Os caminhos geométricos foram revestidos em porcelanato escuro, exatamente pata contrastar com o verde intenso.

 

Mauro Barros e Mendo Barreto – Jardim Bosque das Jabuticabas. A dupla de paisagistas criou nesta área de 560 m² um quintal. Ele remete aos tempos da velha infância, de quando se subia nas árvores para colher frutas e brincar. A madeira de demolição cria um sólido mobiliário no estar. E, em torno dele, as jabuticabeiras do terreno se encontram com espécies como palmeiras Rabo de Raposa e clusias.

 

Entrequadra Arquitetos por Bárbara Alvarenga, Deborah Torres e Rafaela Gravia – Salão de Festas e bar de vinhos. As profissionais fincaram suas bases nas características do cerrado, sua variedade, coloração e pluralidade. O que rendeu o sentimento acolhedor e a valorização da presença da natureza nos 490 m². Outra proposta acolhedora está no bar de vinhos em vidro, mais reservado e que traz um toque contemporâneo ao local.

 

Priscila Gabriel – Restaurante Arauco. A arquiteta olhou ao redor e elegeu como ponto de partida os elementos do prédio assinado por Oscar Niemeyer e do mood dos anos 1970. Buscou em antiquários o mobiliário, composto por itens de Sérgio Rodrigues, Joaquim Tenreiro e do Liceu Arte e Ofício, com ar de nostalgia. O espaço é aberto para o jardim e fica com cara de varanda, com painéis vazados de madeira dosando a luz natural. Destaque para a laje de 230 m² e todos os pilares restaurados, tornando o material da Casa da Manchete, de 1978, presente novamente.

 

Silvana Albuquerque e Luisa Albuquerque – Pied-à-Terre. A expressão francesa significa “pé no chão” e remete a um pequeno apartamento ou uma segunda residência temporária. O que importa é ser aconchegante, como nestes 108 m². Praticamente não há paredes nem pilares, mas aberturas para a luz e elementos que trazem conexão. Um deles é o painel em pedra rústica que une visualmente sala, quarto e banheiro. A sala possui forro inclinado com revestimento acústico de madeira de reflorestamento. No mobiliário, peças clássicas de designers nacionais e internacionais, como Ricardo Fasanello e Jorge Zalszupin.

 

Helaine Caloête – Loft Essência. Com 120m², o espaço é todo voltado para a integração com o jardim. Na parede mais extensa, a pedra Lucerna, trazida do Rio de Janeiro, prolonga o contato com a natureza, com a textura acentuada pela iluminação. As demais superfícies ganham outros acabamentos em pedra, e o teto foi revestido em madeira. O ambiente dispensa divisórias e revela a preferência por estruturas mais soltas, como a parede curva ripada laqueada que deixa o quarto mais reservado.

 

Walléria Teixeira – Cozinha DECA. Divididos em espaço gourmet e sala de estar, os 100 m² refletem uma linguagem moderna e de inspiração minimalista. Por meio do essencial, promove a interação física e emocional com o público. O cinza se estende do piso de madeira às paredes, formando a base leve e acolhedora do espaço, junto com outras texturas, como linho e couro. Em primeiro plano, o pendente Mush é do designer Jader Almeida.

 

Estúdio Orla por Carla Monza e Isabella Souza – Feito à Mão. O espaço de 100 m² respira design, moda e artesanato. Quem achou o lugar parecido com uma loja de museu, acertou em cheio. Esta foi a inspiração deste projeto simples e dinâmico, que cria uma experiência de arquitetura flexível com o uso opcional de paredes e de módulos pré-fabricados que se adaptam aos produtos e ao espaço utilizado na prática.

 

Mauro Barros – Jardim Oásis. Mauro se interessou pelo desertos do México e de Phoenix, nos Estados Unidos, que inspiram o espaço de 220 m². Aqui, jabuticabeiras existentes se misturam com novas espécies. Algumas delas, abrigadas nos vasos de cerâmica de Mendo Barreto, garimpados no sertão do Ceará. Pisos drenantes e um piso feito em solo-cimento, sem uso de areia lavada, são opções práticas e sustentáveis. Outro detalhe é a antiga cabeceira de cama em ferro forjado, empregada como encosto do banco em estilo mexicano. Ele lembra as construções em adobe, rebocadas com auxílio das mãos.

 

Roberto Lecomte e Sheila Beatriz – Terraço Amazônia CIPEM. O trabalho desenvolvido pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Mato Grosso é homenageado no projeto, que tem como essência as madeiras amazônicas. Várias peças foram pré-fabricadas, sem uso de ferragens, o que permite a montagem e a desmontagem com rapidez e geração de resíduos próxima de zero. Os fechamentos e a cobertura em vidro maximizam a entrada de luz natural.

 

 

Projeto VI+LA por Moroshima e Priscila Gerardi – Pausa e Prosa. O espaço abriga um café e convida as pessoas a se sentirem em casa, especialmente pela escolha de tons acolhedores e afetivos. O terracota é um deles e ganha uma aplicação incomum, dando cor à serralheria. Outros elementos resgatam memórias dos anos 1960. Entre eles, o piso em ardósia, o mobiliário de formas arredondadas e o MDF amadeirado.

 

Karla Amaral – Lounge Metrópoles. A monocromia do concreto que reveste todo o espaço ganhou intervenção da cor vermelha em elementos pontuais, além de destacar peças importantes de Oscar Niemayer, Jorge Zalszupin, Ricardo Fasanello e Zanini Caldas. A instalação de brises foi desenvolvida pela própria arquiteta, formando um painel que faz o belo jogo de luz e sombra.

 

Deborah Pinheiro – Casa Finitura. O ponto de partida foi valorizar as características originais da casa projetada por Oscar Niemayer. A estrutura de concreto existente foi ressignificada com materiais contemporâneos, que não deixam de fazer referência ao modernismo, como o revestimento cimentício de piso e paredes. A madeira também reveste boa parte das superfícies, enquanto pinceladas de verde-água conferem leveza aos detalhes, no ambiente que soma 307 m².

 

Larissa Dias – Nosso Recanto. O ambiente de 128 m² aproxima pessoas e reconecta com a natureza. Super iluminado, tem as paredes e o teto aquecidos pelos painéis em madeira. No teto, a tela tensionada atua na iluminação e remete à luz natural. Pufes, mantas e almofadas em ráfia e fibras compõem um estar confortável, onde também há um irresistível redário. Nele, as redes foram fixadas em toras de madeira, apoiadas ao piso de seixo rolado. Já as placas de cimento no tom bege remetem à areia no chão.

 

Angela Castilho & Alex Rodrigues – Lounge Bar. A dupla retorna à mostra com o Lounge Bar, espaço de convivência de 220 m². Os profissionais se inspiraram no clima seco do Cerrado para criar um ambiente com troncos de madeira, texturas rústicas, tons quentes, bambu, areia, barro, pedras e tecidos de linho e algodão. A filosofia Wabi Sabi é a grande tendência apresentada, na qual a beleza autêntica, a simplicidade e os elementos em seu estado mais natural ganham força e protagonismo. O bar, que abriga o Mosaico, do chef Paulo Tarso, é intimista, minimalista e acolhedor.

 

STUDIO VRM por Rafael Motta e Victor Milani – Casa Aromas. A estante vazada e a parede de cobogós facilitam a ventilação cruzada e a propagação das essências no ambiente de 37 m². No estilo, a inspiração foi na atmosfera boho, em uma ambientação natural e despojada que utiliza a madeira crua, o couro caramelo e pinceladas de verde em sintonia com as plantas.

 

Elaine Verçosa e Yeda Garcia – Espaço de Convivência. A filosofia oriental Wabi Sabi enaltece a beleza de elementos tidos como imperfeitos. Com este ponto de partida, as arquitetas utilizaram materiais como chapas metálicas perfuradas e cobriram de dourado as grandes superfícies, sem excessos de acabamentos.

 

Vivian Maia – Toalete Público. O estilo clássico francês ganha leitura contemporânea com detalhes em dourado, pintura com efeito aveludado e boiseries. Os 20 m² parecem mais amplos graças à escolha de cores claras, do espelho aplicado de forma estratégica e do revestimento idêntico aplicado na parede e no piso. Um ripado amadeirado ainda demarca a área dos lavatórios.

 

Adriana Vasconcelos, Flávia Araújo e Flávia Carvalho – Estar Lá Fora. O inverno no cerrado, os tons terrosos e a textura rústica de sua natureza inspirou o jardim, que conta com uma estética cenográfica e intimista para acolher o visitante. Articulado em cores e texturas quentes, em nuances de marrom e o verde natural dos jardins verticais, o espaço propõe uma reconexão com a natureza. Seus troncos tortuosos e os cursos d’água geométricos são conceituais, e reforçam um estilo inovador.

 

Cybele Barbosa + Arquitetos Associados – Casa Dell Anno. A dinâmica do receber inspira os amplos 110 m², facilitada pela integração entre os ambientes. Um painel de seixos ganha destaque, pedras normalmente utilizadas no piso, mas que surpreendem quando assentadas na parede. Laca, madeira e porcelanato são os materiais predominantes, presentes também nos elementos reciclados do ano anterior, e que devido ao acabamento e seus módulos de montagem de fácil extração poderão ser reutilizados após a mostra.

 

Studio Ark – LAR. Peças vintages e o design contemporâneo entram em sintonia no ambiente de 62 m², que deixa escapar sua inspiração modernista nas formas marcadas e cores pontuais, em um estilo de morar minimalista, que valoriza o pouco. Chamam atenção o piso de ardósia no formato de taco, a volumetria e texturas do banheiro, com estrutura formada por pedra gabião. A arte fica por conta das fotografias de Fernanda Naman, os quadros de Sando Gos e uma escultura de Paula Juchem.

 

Rosana Brasil e Lara Trajano – Loja de Chocolates. Com 27m², com um conceito de joalheria, o chocolate vem exposto como algo raro e especial. A madeira clara dos móveis compõe uma base atualíssima junto com a textura de cimento. A fazenda de cacau onde o produto é produzido, localizada em uma área preservada da Mata Atlântica, serviu de inspiração para o uso de vegetação, inserida no mobiliário em nichos e suspensa na prateleira em serralheria.

 

Helio Albuquerque e Sonia Peres – Espelhos da Alma. Em homenagem a João Caetano, o espaço é repleto de memórias simples e afetividade, em que cada peça e cada detalhe cumprem o papel de destaque. A paixão do homenageado pela arte e pelo design foi a grande inspiração, um reflexo do seu bem viver através de referências como Oscar Niemeyer, Lina Bo Bardi e Jorge Zalszupin. Destaque para o revestimento nas paredes, em que o porcelanato sai do chão como um grande painel de perfis metálicos, resultando em um desenho único.

 

Gustavo Barone – Home. Com 45m², o espaço traz um feeling asiático com uma pitada de minimalismo. Ele passeia pelas texturas familiares da madeira e da pedra, em ambientes que se conectam com painéis de correr. Destaque para o teto em duas águas com tesouras, que remete a uma casa tradicional e rústica.

 

Studio Freijó por Nathalie Tramontini e Thalita Gonçalves – Loft Una. O espaço de 42 m² foca em uma mulher independente, aliando elementos naturais e tecnologia, sem apelar para ares futuristas. Pelo contrário. O layout é aberto, com poucas paredes, e utiliza cores neutras e madeira para trazer a sensação de organização visual. O porcelanato hexagonal em tom de cimento clareia o espaço, aplicado do piso às paredes. O banheiro ocupa a caixa de vidro inteligente, que se transforma de transparente para opaco, e a iluminação no teto lembra a de uma claraboia.

 

Casulo por Anna Albano e Camila Abrahão – Lavabo Subsersivo. As arquitetas são as vencedoras do 7º Prêmio Jovem Profissional São Geraldo CASACOR Brasília e assumiram o espaço de 44 m². Ele apresenta apenas dois revestimentos, ladrilhos e espelhos, e não há distinção entre o piso e o teto do local – um parece refletir o outro. No centro do ambiente, o jardim interno separa o banheiro feminino do masculino, estabelecendo outro eixo simétrico.

 

Choque Arquitetura e Design – Living Casapark. Elementos arquitetônicos vazados de diferentes formas e proporções tomam conta do espaço de 177 m², compostos de uma paleta de cores que vai do marrom, passa pelo verde e o azul, ao cinza. O mobiliário retoma a história de Brasília, e valoriza o design brasileiro contemporâneo. Concreto aparente e bancos de pedra se unem à instalações artísticas, como a escultura de espelho vazada que dá aos visitantes a impressão de se misturarem ao espaço. Uma obra de arte inédita do artista plástico Christus Nóbrega coroa o espaço, assim como a arquibancada inspirada no design de Burle Marx.

 

Estúdio Paisagem – Paisagem Urbana. Inspirado no parque High Line, em Nova York, o ambiente mistura elementos externos e internos, em uma atmosfera urbana reforçada pela pelas paredes suspensas com graffiti. No espaço, design, paisagismo e arte se harmonizam, em uma filosofia que acredita na valorização dos bens da cidade como o primeiro passo para conscientizar em favor da preservação ambiental.

 

Juliane Vargas e Tainá Moi – Estúdio Melhor de Nós. Encontrar beleza na simplicidade, princípio do conceito japonês wabi sabi, é determinante para o estúdio. A filosofia que valoriza o imperfeito é traduzida em elementos naturais, despretensiosos, em 83 m² monocromaticamente coloridos. São ao total seis ambientes que estimulam o slow living, com destaque para a tinta das paredes feita a partir de areia reciclada de entulho, os retalhos de pedra nas bancadas da cozinha, os móveis de reuso e as luminárias e bicicleta em bambu.

 

Studio 2 por Alex Claver e Wilker Medeiros – Sala de Banho S Dois. A dupla visitou a cidade de Tulum, na costa do México, e dela veio o start deste ambiente de 70 m². O mood litorâneo vem da soma do porcelanato em tom de areia, do teto forrado em bambu e do uso da madeira e da palha nos complementos. As peças artesanais valorizam a produção de diversas regiões do país, como a escultura em madeira feita exclusivamente para o projeto.

 

Alf Arquitetura – Loft On/Off por Criare. Prova de que é possível conceber um ambiente confortável e relaxante sem abrir mão da tecnologia, o projeto equilibra conceitos de conexão e desconexão necessários na contemporaneidade. Nos 125 m², elementos naturais como madeira, palhinha e pedra natural fazem contraponto a um videowall. Ainda reforçando a naturalidade, o banheiro conta com jardim integrado e espelho d’água.

 

Thales Zago e Mara Magalhães – Garagem Ella. São 144 m² dedicados a ela – a mulher, grande inspiração do projeto. Moderna, amante de arte e das quatro rodas, esta mulher é interpretada através de texturas naturais, como pedras e lâminas de madeira, e do paisagismo, que dá vida ao espaço. Elementos em mármore dividem espaço com o design brasileiro, organizados além dos padrões de gênero.

 

Ângela Cambraia Arquitetura – Quarto Sossego. Convite à tranquilidade, o quarto se desenha como um universo alheio à agitação do dia a dia, um refúgio de calma e descanso. O mobiliário transita entre o contemporâneo e o vintage, e conta com peças do acervo pessoal da própria arquiteta. Cores suaves como o azul claro e o cru dão leveza à composição, aliadas de materiais naturais como o linho, a pedra, a madeira e a palha. Vale dar atenção especial para uma cadeira de balanço alemã e um genuflexório, ambos do século 19.

 

Ciccarini.Januzzi – Suíte da Menina Influencer. Voltado para as crianças desta geração, o quarto conta com um sistema de automatização para manter a pequena influenciadora sempre conectada. A protagonista do ambiente é a cama suspensa, que dá a impressão de flutuar e tem como cabeceira o cobogó. O rosa aparece em diversos tons, e dá fundo para a bancada de estudos, que conta com um monitor com lift e organiza um espaço multifuncional.

 

RARO Estúdio de Arquitetura e Sandra Russomano Arquitetura – Espaço Semente. Com 90 m², o ambiente possui uma cenografia que estimula a imaginação das crianças, como um universo encantado feito à mão. O mobiliário foi desenvolvido especialmente para a mostra. Destaque para o MDF utilizado como lousa, para a vegetação feita com mais de duas mil folhas de papel cortadas à mão e para o espaço gourmet dentro da casinha de madeira.

 

Choque Arquitetura e Design – Bilheteria. As grandes aberturas de vidro provocam a curiosidade do visitante que é recebido por um espaço convidativo inspirado no conceito de biofilia. Plantas e mobiliário aconchegante tornam a espera na bilheteria um momento agradável. A dupla composta por Dimitri Lociks e Simone Turíbio escolheu revestimentos atuais, como porcelanato e superfícies sintéticas, para interagir com a iluminação automatizada que muda conforme o movimento das pessoas. Nos 90 m², ainda são encontrados outros materiais, como vidro espelhado, aço, carpete de madeira e perfis de alumínio. Destaque para o teto, cênico, formado com peças de madeira.

 

Studio Gontijo Arquitetura e Interiores – Planeta Brasília. A arquiteta Gabriela Gontijo assina o espaço de 145m² priorizando o aconchego e a tecnologia sem perder a conexão com o histórico de Brasília. O ambiente é uma mistura de escritório, lounge, estande de vendas, living e sala de jantar, tudo com um ar residencial. Painéis de muxarabis pivotantes integram os espaços ao mesmo tempo em que conferem privacidade as áreas distintas. A vegetação cuidadosamente escolhida, o espelho d’água, a luz natural, os bancos suspensos de mármore e o mobiliário de design nacional completam o cenário.

 

Elder Galvão – Lounge AVIVA. Água, mar e natureza são as inspirações para a concepção do espaço de 90m². O ambiente explora a beleza e a simplicidade com sofisticação. O mobiliário, desenvolvido por grandes designers internacionais, como Philippe Starck, é transparente, imprimindo leveza em contraste com as o colorido das paredes e da iluminação.Um aquário de três metros de comprimento é o grande protagonista do ambiente. Obras de artes de artistas nacionais, como Sonia Menna Barreto, e quadros metacrilato do fotógrafo Bento Viana completam a composição.

 

Lez Arquitetura – Galeria Entre.Quadros. O pôr do sol de Brasília, clicado pelas lentes de Bento Viana, foi a inspiração para a concepção do espaço. Com 85 m², o espaço é composto por cores vivas e tons terrosos. A curadoria artística é do próprio fotógrafo, que tem suas obras expostas no local. O projeto foge do óbvio com a utilização de cores no piso, teto e paredes. O piso, inclusive, é revestido com dois modelos de porcelanato em cinco colorações diferentes.

 

Miguel Gustavo – Cine Gourmet – CLX. A tecnologia é o elemento principal do ambiente, que compreende uma sala de cinema e uma cozinha gourmet para encontros e refeições leves. Os 129 m² são todo equipados com iluminação impactante, que se opõe às texturas e materiais naturais como pedras e revestimentos em madeira. A automação permite que, ao longo da mostra, o telão em LED de 5×3 metros transmita uma programação com filmes e programas de televisão.

 

Choque Arquitetura e Design – Fachada. O tradicional modernismo brasiliense e o prédio assinado por Borsoi inspiram o projeto idealizado pelo designer Dimitri Lociks e pela arquiteta Simone Turíbio. A dupla utilizou vidro e placas de porcelanato para revestir o exterior. As várias aberturas na estrutura garantem a entrada de luz natural.

 

Guel Arquitetos – Loft Gabbro. Materiais brutos encontram uma releitura mais leve neste loft, dispostas dentro de estruturas metálicas vazadas. Esta técnica, além de ter baixo custo de construção, causa pouco impacto ambiental. Os 90 m² do espaço foram conceituados de forma minimalista e com mobiliário contemporâneo. Em destaque, apenas algumas peças, como o muro de gabião, que divide os ambientes e dá ao cenário uma permeabilidade inusitada.

 

CASACOR Brasília 2019

De 6 de setembro a 22 de outubro de 2019

Casa da Manchete – Setor de Indústrias Gráficas (SIG) Quadra 1, número 975

De terça a sexta, das 15h às 22h. Sábados, domingos e feriados, das 12h às 22h