O MAM Rio foi palco  no último sábado, dia 20 de junho da abertura de duas importantes exposições: “Temporama”, a primeira exposição individual em uma instituição brasileira da importante artista francesa Dominique Gonzalez-Foerster, e “Marginália 1”, uma retrospectiva da obra do artista gráfico, músico, compositor e poeta Rogério Duarte, um dos mentores do Tropicalismo. Artistas, curadores, músicos, muita gente bacana foi conferir as exposições, como os artistas plásticos Antonio Manuel, Marcos Chaves e Anna Linnemann, Van Van Seiler, Analu Nabuco, Bob Neri, Bel Lobo, entre muitos outros.

Com curadoria de Pablo Léon de la Barra a mostra Temporama, que ocupa uma área de 1.800 metros quadrados no segundo andar do MAM, traz obras emblemáticas da artista produzidas entre 1985 e 1991, que foram reconstruídas pela primeira vez para a exposição. Uma das obras que mais chamava a atenção era um trabalho produzido este ano, composto por “uma piscina abstrata” com aparições fotográficas da artista caracterizada como Marilyn Monroe. Dominique Gonzalez-Foerster, que integrou a Documenta XI, em Kassel (2002), ganhará em setembro deste ano mostra no Centre Pompidou, em Paris, e em abril do ano que vem no prestigioso espaço K20, em Düsseldorf, Alemanha.

A exposição “Marginália 1” tem cerca de 70 obras, dentre capas de discos, publicações e cartazes, incluindo trabalhos inéditos e objetos pessoais, como notas, esboços, rabiscos, fotos, vídeos, estudos,  poemas e pedras, para que o público aprecie o rico universo criativo do artista. Rogério Duarte criou capas dos principais discos do período, e foi parceiro de Gilberto Gil e Caetano Veloso em algumas músicas. Criou ainda cartazes de filmes emblemáticos do Cinema Novo, como “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, do diretor Glauber Rocha, de quem era amigo. Produziu também capas de álbuns de outros grandes artistas da MPB, como Gal Costa, João Gilberto e Jorge Ben Jor. Como compositor, fez a trilha de “Idade da Terra”.

 

crédito: paulo jabur