Uma mistura de Amilcar de Castro com Margaret Mee. As esculturas de Maritza de Orleans e Bragança, que abriu ontem a exposição Contrastes no Escritório de Arte, um charmoso sobrado no Horto, bem que poderiam ser definidas assim. Mas vão além. Surpreendentes e originais, as peças misturam aço corten e planta e marcam a entrada definitiva da paisagista no mundo das artes plásticas. O contraste (daí o nome da mostra) entre a dureza do aço e a fragilidade orgânica das orquídeas, avencas, árvores da felicidade, rosas, folhagens tropicais e muitas outras espécies brasileiras tornam o trabalho vivo. O aço interage, conversa, por vezes “discute” com as formas vivas, e o resultado emociona. Veja nas fotos de Luciana Monteiro.