O Instituto Moreira Salles acaba de receber a obra do fotógrafo, escultor e desenhista baiano Mario Cravo Neto, um dos grandes nomes da fotografia brasileira. Morto em 2009, Cravo Neto é conhecido por realizar trabalhos ligados à sua terra natal, ao seu povo e aos fortes traços do sincretismo religioso presentes na nossa cultura. A coleção é composta por cerca de 100 mil itens, incluindo seus cromos e negativos em preto e branco e em cores.

Também fazem parte do acervo dois exemplares de cada publicação em que o artista apresentou obras e lista de exposições feitas no Brasil e no exterior. O principal objetivo do IMS é preservar, estudar e difundir a produção artística de Cravo Neto, permitindo leituras aprofundadas a partir dos diversos aspectos de seu trabalho e de sua trajetória, sempre em parceria com o Instituto Mario Cravo Neto, em formação. O acervo foi entregue ao IMS em regime de comodato e já estão previstas exposições e publicações em torno de sua obra.

Entre outros livros, Cravo Neto publicou, Ex-votos (1986), Salvador (1999), Laróyè (2000), The Eternal Now (2002), Na terra sob meus pés (2003) e O tigre do Dahomey – A serpente de Whydah (2004). Recebeu o Prêmio Nacional de Fotografia da Funarte, em 1996, o Price Waterhouse, no Panorama da Arte Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), em 1997, e o prêmio de melhor fotógrafo do ano da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), São Paulo, em 1980, 1995 e 2005.