Dinamismo, energia, caos, ansiedade contemporânea, urgência urbana. Tudo isso já foi dito sobre as pinceladas rápidas, os traços finos e as tramas emaranhadas da obra de Daniel Feingold. Ele concorda. “Procuro ir diminuindo esse espaço entre o racionalizado e a pulsão primordial do sujeito atacando a superfície”, diz. Foi inaugurada ontem, dia 12, a exposição com 26 pinturas inéditas, em esmalte sobre papel, vão percorrer as paredes da Mul.ti.plo Espaço Arte, com a urgência da arte sem filtro de Feingold. Esta série começou na longa estada do artista em Nova York. Foram 10 anos morando lá. E durante este tempo, trabalhou muito usando o papel como suporte. Já com a ideia da rapidez do processo de criação. “No papel ia soltando o pensamento, havia menos preciosismo no toque, no manuseio e muito mais celeridade”, conta. Embora sejam inéditas no Brasil, as obras não são de uma produção recente – vão do final da década de 1990 até meados dos anos 2000. Mas isso não importa muito para Feingold. “Uma coisa que acho bacana na Mul.ti.plo é que eles fazem com que o artista vasculhe suas gavetas, resgate um trabalho nunca mostrado mas que gostaria de expor”, explica o artista, que em setembro irá mostrar uma nova série no MAM. Confira quem esteve no evento nas fotos de Miguel Sá.