Em reunião on-line, realizada hoje as 11h, a Dona Flor Mobília presentou ao mercado o lançamento da nova Coleção Varanda Argila com peças marcadas pelos tons terrosos e por tramas que remetem aos saberes manuais e fazeres milenares, que transformam a argila em cerâmica.

 A cultura artesanal e a riqueza da terra que marcam os ricos trabalhos manuais brasileiros inspiram a segunda edição do projeto concebido pelo trio de criativos formados pela arquiteta Juliana Pippi, pela designer e curadora de produtos da marca Mila Rodrigues e pelo também designer e diretor da empresa Marcelo Yamasita.

Rejane Carvalho Leite, Sérgio Matos e Daniela Ferro, parceiros de longa data da empresa, assinam o mobiliário 2021, ao lado de Eduardo Borém, que estreia no time de colaboradores da DonaFlor Mobília. Borém assina a linha Vanuíre, inspirada em um conto que tem a índia de mesmo nome como protagonista. O mobiliário foi concebido como um convite à conversa e ao compartilhamento, de maneira a possibilitar diferentes formas de encontros e de trocas, ao trazer elementos da mitologia dual Kaingang: “Kairu”, tudo que se relaciona com motivos circulares, e “Kamé”, tudo que se relaciona com motivos lineares. Já a linha Tiê, concebida por Daniela Ferro em parceria com uma comunidade de ceramistas, é uma ode às técnicas ceramistas. As peças inovam ao desenvolverem uma técnica para aplicação da cerâmica em móveis outdoor, carregando a emoção do fazer artesanal pelas mãos dos oleiros, que também deram formas a arandelas, floreiras e bases de mesas laterais, combinados com o alumínio.

 

Outro lançamento onde o traço da cerâmica se distingue é a mesa Argila, uma collab entre o trio e a designer Carolina Peraça, responsável por confeccionar, uma a uma, as peças de cerâmica de alta temperatura, incrustadas no tampo como joias. As tramas vazadas, tão presentes nos saberes manuais brasileiros, aparecem no tapete Ara Orgânico, assinado por Mila Rodrigues, na cadeira com encosto curvo Itapoã, de Rejane Carvalho Leite, e na escultural poltrona Manta Negra, de Sérgio Matos. Rejane também assina o carrinho-bar Colibri e as poltroninhas Aerada. “Enquanto a poltrona de Sérgio tem formas generosas, a de Rejane é mais compacta. Ambas, no entanto, foram pensadas para dar a sensação de um abraço, demonstração de afeto que tanta falta faz nestes tempos de isolamento social”, comenta Mila.