Com estilo bem definido e cheio de personalidade, Carlos Cesar Noronha Maranhão é um dos grandes nomes do mercado residencial carioca e participa das principais mostras da cidade. Apaixonado pela natureza, o arquiteto busca destacá-la em todos os seus projetos e acredita que viver no meio do verde e das plantas é o verdadeiro bem estar.

 

RD: Por que você escolheu essa profissão?
C.M: Eu não escolhi. Eu acho que a gente já nasce com a profissão. Já gostava desde pequeno.

RD: Como você define seu estilo e como foi o caminho que você percorreu para desenvolvê-lo?
C.M: Meus projetos são contemporâneos e com grande presença da natureza. Sempre gostei de ter elementos da natureza nos ambientes. O ser humano não pode ficar enclausurado numa selva de pedra, tem que ter planta, verde, natureza em volta. Isso é o que dá bem estar, faz bem. Se faço um projeto em um lugar que não tem natureza em volta, eu coloco, faço um jardim, ponho plantas. Se já tiver, procuro fazer janelas, abrir o telhado, para deixar visível.

RD: Entre tantas fontes e possibilidades que temos atualmente, de onde vem a sua inspiração? Como você faz suas escolhas?
C.M: Não sou uma pessoa ligada a modismos. Acredito que não adianta comprar peças que saem de moda e todos param de usar. Busco os clássicos com jeito moderno, aqueles que podem ser antigos, mas têm um bom design, não cansam e são confortáveis, como Charles Eames e a poltrona Barcelona, por exemplo. Gosto muito de usar obras de arte também. Nesse trabalho, o cliente está fazendo um investimento, que não pode ser passageiro, tem que ser para sempre.

RD: Como você se informa sobre o mercado de decoração?
C.M: Leio todas as revistas nacionais e busco um pouco de informação na internet. Vou às feiras internacionais e já viajei o mundo todo. Em cada viagem, aproveito para ver a arquitetura dos lugares, fazer fotos. Isso inspira! É importante não só como lazer, mas também para o trabalho.

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? Qual o papel ou importância do Rio dentro do mercado brasileiro de arquitetura e decoração? O que falta aqui no mercado carioca?
C.M: Em São Paulo o mercado é maior e tem mais poder econômico. Aqui é grande a valorização justamente da natureza, porque o Rio é a cidade mais bonita do mundo. Esse é um ponto positivo que temos em relação a São Paulo.

RD: Qual o estilo da sua casa? O que você gosta de ter nela?
C.M: Como os meus projetos, a minha casa é clean e toda circundada de natureza. Só que ela é um pouco mais entulhada do que os projetos que faço, porque tenho muita coisa que trago de viagem e obras de arte. Minha casa é uma mistura de tudo.

RD: Fale um pouco de projetos que está fazendo agora e de sua grande inserção no mercado residencial.
C.M: Estou começando três obras. Acabei de entregar dois apartamentos no Golden Green que ficaram muito bonitos. Os dois são brancos, bem clean, e ganham vida com os quadros e as plantas. Entreguei um duplex na Praia do Pepê que também tem essa cara. Eu priorizo os projetos residenciais porque gosto e acho que cada um tem que ver aquilo que sabe fazer melhor e se especializar. Não adianta querer abraçar o mundo.