De acordo com reportagem do caderno Ela, “no começo dos anos 70, a designer de interiores inglesa Tricia Guild cansou de correr atrás de tecidos originais. Por que não criar os seus próprios? Mas Tricia foi além: abriu uma loja com produtos para casa e um conceito. — Abri minha loja na King’s Road pensando em apresentar um lifestyle que oferecesse um senso de informalidade, com um look contemporâneo. Acho que é mais fácil para as pessoas entenderem como as coisas funcionam visualmente podendo tocar e sentir os produtos. Com isso na cabeça, comecei meu negócio com  poucos itens, e pouco dinheiro, mas foi gratificante  porque descobri que isso funcionava para a maioria das pessoas. Vi que tinha encontrado minha paixão, meu rumo — conta a designer, em  entrevista exclusiva ao ELA, às vésperas de chegar ao Brasil a convite da revista ‘Casa e Jardim’, que comemora 60 anos. Tricia veio lançar no Rio e em São Paulo ‘A cor desconstruída’, seu 16º livro, o primeiro traduzido para o português. Aproveita para mostrar sua coleção mais recente no Empório Beraldin, em Ipanema, e dar palestra hoje, às 10h30m, na Casa do Saber O GLOBO. Com um incrível talento para misturar cores, estampas e texturas, Tricia firmou seu nome no mercado, expandindo nos últimos anos seu negócio no mundo inteiro. Em 1986, seu irmão Simon Jeffreys entrou para a companhia como chefe-executivo, deixando espaço para que a designer se dedicasse mais à criação. Hoje, a marca está em 60 países, com nove mil modelos de tecidos e dois mil papéis de  parede, além de móveis, acessórios e roupas de cama e mesa.  Ávida colecionadora de arte, a designer diz que foi influenciada por artistas como Matisse (‘Uma fonte constante de inspiração por muitas razões, especialmente por seu senso de cor, que é extraordinário’) e Frida Kahlo, (‘Cujo trabalho adoro porque transmite sua exuberância e sua força’). Mas ela gosta de frisar que sua maior fonte de inspiração é feita de descobertas diárias: vem da natureza, das viagens, da ópera, do balé, do teatro, da arquitetura — Tricia admira o mexicano Luis Barragan, o chinês I.M. Pei (o da pirâmide do Louvre) e o mestre Le Corbusier — e até mesmo de um fragmento de sári indiano”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Ela/ Reportagem: Suzete Aché/ 28/09/13