Segundo reportagem da coluna Design Rio, “uma joia do subúrbio carioca com sotaque sevilhano habita há mais de cem anos uma movimentada rua do Méier. Entre os moradores do bairro carioca, ela já é conhecida. Mas não é raro encontrar, na confusão do trânsito da esquina das ruas Coração de Maria com Santa Fé, algum motorista desavisado, boquiaberto no meio do engarrafamento, admirando as cores dos vitrais da Basílica do Imaculado Coração de Maria. Não é para menos. Toda coberta de tijolinhos vermelhos, com portas de jacarandá e uma arquitetura de inspiração árabe, a construção se destaca na paisagem da Zona Norte. Tombada pelo município desde 2009, a igreja é a única em estilo neomourisco na cidade e leva a assinatura de Adolfo Morales de los Rio, arquiteto
espanhol que buscou inspiração em templos católicos do sul da Espanha e foi autor de prédios marcantes na história do Rio, como o do Museu Nacional de Belas Artes, no início do século XX. Do lado de fora, há quem a confunda com um castelo. Do lado de dentro, ela lembra uma mesquita. — É uma igreja com estilo raro. Na cidade, outra construção em estilo neomourisco é o prédio da Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos. E existia na Praia de Botafogo o prédio do Mourisco — lembra a arquiteta Claudia Barbosa,
autora da tese ‘O papel das ordens leigas na configuração urbana da cidade do Rio de Janeiro de 1763 a 1840’. — No caso da igreja, a torre serrilhada, a fachada com tijolo aparente e muitos detalhes caracterizam bem o estilo neomourisco, dos templos feitos por  espanhóis muçulmanos convertidos ao catolicismo”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Design Rio/ 02/06/13