No próximo dia 28 de fevereiro, domingo, chega ao fim a exposição “Rio: primeiras poses − Visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)”, em cartaz no IMS-RJ. Com imagens dos grandes mestres da fotografia brasileira e de fotógrafos anônimos e amadores que construíram a representação fotográfica da cidade durante o Império e as primeiras décadas da República, a mostra inaugurou a nova fase de exposições permanentes de acervo na Galeria Marc Ferrez, no IMS-RJ.

Sucesso de público, com mais de 100 mil visitantes, a mostra percorre nove décadas de produção fotográfica no Rio de Janeiro, com fotografias que documentam a cidade no Império, em especial durante o Segundo Reinado de d. Pedro II, e as primeiras quatro décadas da República. Nos dias 20 e 27 de fevereiro, às 17h, acontecerá uma visita guiada gratuita com os curadores.

Estão expostas 450 imagens de fotógrafos como Abraham-Louis Buvelot, Georges Leuzinger, Carlos Bippus, Lopes, José dos Santos Affonso, Thiele, Victor Frond, Augusto Stahl, Revert Henri Klumb, Albert Henschel, Marc Ferrez, Joaquim Insley Pacheco, Hubner e Amaral, W. Kollien, Augusto Malta e Guilherme Santos, todas pertencentes ao acervo do IMS e escolhidas entre cerca de 10 mil imagens desse período. Muitas das imagens que são apresentadas nesta exposição nunca foram exibidas antes.

O primeiro núcleo mostra os primeiros processos fotográficos iniciais realizados no Rio de Janeiro, que conheceu a fotografia por meio da daguerreotipia, já em janeiro de 1840. Os retratos de estúdio em daguerreótipo predominam neste período. Os principais avanços tecnológicos do período, como o transporte urbano e a iluminação pública, o automóvel, o início da aviação, a mudança na relação das pessoas com a própria imagem fotográfica, também estão presentes nas imagens da mostra, assim como a redescoberta da fotografia estereoscópica entre amadores e profissionais, o que se vê no trabalho de Guilherme Santos, e retratos de personalidades da vida da cidade, como d. Pedro II, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Machado de Assis, Pereira Passos, Ernesto Nazareth, entre outros.

Organizada em seis ambientes dispostos em ordem cronológica, a exposição apresenta cerca de 250 fotografias originais, nas paredes e em vitrines, e mais três conjuntos de imagens em estruturas multimídia: espaço de projeção em 2,20 x 9 m, dois mapas interativos comandados por telas touchscreen e dois monitores com 75 fotos estereoscópicas cada, com visualização em 3D.

A exposição segue até a década de 1930 que, com o fim da velha República, inaugura o período de modernidade, de industrialização e de urbanização que levariam a cidade a ser o que é hoje. Assim, a mostra antecipa as transformações que as próximas décadas trariam, como o crescimento da cidade em direção à zona Sul e às praias, que precedeu a expansão em direção à zona Oeste (Barra da Tijuca, Jacarepaguá, Santa Cruz). Imagens de Copacabana e Ipanema, entre 1900 e 1930, revelam os primeiros movimentos em direção à construção de uma nova cultura na cidade associada às praias oceânicas, que tanto marcaria a vida dos moradores do Rio ao longo do século XX.

Rio: primeiras poses, visões da cidade a partir da chegada da fotografia (1840-1930)

Curadoria de Sergio Burgi e Mariana Newlands

Dias 20 e 27 (sábado), às 17h, visita guiada gratuita com os curadores

Até 28 de fevereiro de 2016

De terça a domingo, das 11h às 20h
Entrada franca – Classificação livre

Visitas monitoradas para escolas: agendar pelo telefone (21) 3284-7400.

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