A Revista Caju encontra a Galeria Aymoré em um conjunto de exposições, ações e performances com inauguração no dia 12 de outubro, sábado, na Villa Aymoré, na Glória. O programa, chamado “Plural”, reúne quatro mostras individuais, quatro coletivas e uma intervenção poética, é fruto de uma parceria do espaço com a Caju, plataforma que reúne uma revista digital de arte e cultura e um banco de cursos e projetos. 

Artista: Danielle Cukierman

“Plural” surgiu a partir do encontro entre as curadoras Gabriela Davies, da Aymoré, e Daniela Name, da Caju, que descentralizaram as curadorias das mostras coletivas de videoarte (Loli Brito, Lucas Albuquerque e Camila Mira) e performance (Luana Aguiar) e foram responsáveis pelo convite às cinco artistas com participações solo no projeto: Danielle Cukierman (“Rota de fuga”), Lia Chaia (“Percurso”), Lyz Parayzo (“40° graus”) e Regina Parra (“Dias felizes”) fazem suas primeiras individuais no Rio de Janeiro e a artista e poeta Katia Maciel apresenta a intervenção sonora e literária inédita “Zuada”. 

Artista: Regina Parra

“A parceria entre a Aymoré e a Caju surgiu de uma vontade imediata de abrir diálogos e criar um conceito múltiplo”, explica Gabriela Davies. “O meio de arte necessita cada vez mais de parcerias, criando um sentimento de união nesse tempo instável. Descentralizamos a curadoria, abrimos espaços para exposições individuais e mostras coletivas, trabalhando em diferentes suportes, mas mantendo os corpos individuais de cada curadoria”. 

artista: Lia Chaia

Daniela Name conta que Cajus e Aymorés fizeram um convite curatorial coletivo a Lia Chaia e Regina Parra, artistas de São Paulo que, embora com mais de uma década de trabalho, jamais haviam feito uma individual no Rio. “Uma das maiores alegrias do projeto é essa estreia quádrupla, porque com isso afirmamos que a cidade sabe reconhecer arte e cultura, quer promovê-las e se articula em inúmeras redes para conseguir fazer isso. Também foi bonito perceber uma pluralidade articulada entre as mostras. Embora concebidas de modo autônomo, elas têm em comum uma relação com os percursos e rotas (ou falta deles), com o tempo de espera, o silêncio, as travessias. Não é um acaso, no momento que estamos vivendo”.

artista: Lyz Parayso

A artista e pesquisadora Luana Aguiar assina a curadoria de “Pulso”, mostra de trabalhos em performance em privilegiou artistas periféricas e transgênero, cujas obras abordam direta ou indiretamente as transformações e os trajetos de seus corpos. Elas se apresentação em duas sessões: a primeira no dia 12, durante a abertura (obras de Laís Castro, Mery Horta, Panmela Castro, Patricia Francisco e Cia de Mystérios) e a segunda no dia 23 de outubro (obras de Jessica Kloosterman, Juliana Waehner, Marcela Antunes e Mariana Maia). Também neste dia curadores e artistas recebem o público para uma visita comentada.  

Os programas de vídeo apresentam visões distintas sobre a linguagem. Em “Sobre os excertos da matéria”, Lucas Albuquerque reúne trabalhos de Ana Costa Ribeiro, Laura Erber, Leila Danzinger e Regina de Paula a partir de um denominador comum:  a presença de um objeto impresso (livro, manuscrito) como índice de narração e de opacidade. Em “Atravessar”, Loli Brito acessa sua pesquisa sobre curadorias e artistas não-brancas para apresentar trabalhos das artistas negras Ana Almeida, Berni Searle, Edzita e Marta Supernova. Todos os trabalhos tangenciam de alguma forma a ideia da morte e do desaparecimento, sejam eles individuais ou coletivos.  

“Plural”

Galeria Aymoré – Ladeira da Glória, 26

Abertura: 12 de outubro, às 18h

De terça a sábado, das 13h às 18h 

Até 23 de novembro