O caderno Rio publicou em reportagem: “As profundas intervenções urbanas na Zona Portuária escondem um possível, e indesejado, efeito colateral: muito mais gente trabalhando do que vivendo na região. A proporção de apartamentos e salas comerciais ainda está nas mãos do mercado, mas, até agora, somente um lançamento residencial foi anunciado no Porto Maravilha. Se a tendência se confirmar, a área corre o risco de se tornar uma extensão do atual Centro da cidade, movimentado durante o dia e vazio à noite e nos fins de semana. A preocupação é do próprio prefeito Eduardo
Paes que, em entrevista ao ‘Globo a Mais’, fez uma autocrítica. — O único (lançamento) residencial é por ativismo estatal. A Vila de Mídia, que eu estou financiando. Queria estabelecer uma cota de 40% residencial e 60% comercial, só que, na época, eu desvalorizaria os Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção, que financiam operações urbanas no Porto e são vendidos a quem
quiser construir dentro do novo gabarito da região) se fizesse isso. Como eu queria vender aquele negócio, segurei, mas agora chegou o momento dessa discussão. Precisamos ter gente morando, para não correr o risco de virar o que virou o Centro. Esse é o meu medo no Porto”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Reportagem: Barbara Marcolini e Flávio Tabak/ 12/07/13