O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro inaugurou sábado,  dia 30, a exposição “Em polvorosa – Um panorama das coleções do MAM Rio”, com destaques de seu acervo, com obras de mais de 100 artistas, brasileiros e estrangeiros, selecionadas pelos curadores Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes.

A mostra ocupa todo o segundo andar do Museu, incluído o Salão Monumental, em uma área de quase 2.500 metros quadrados. O curador explica que a exposição pretende “traçar um panorama das relações da arte brasileira com a arte estrangeira e com o contexto histórico brasileiro”.  Ele destaca que sua primeira preocupação foi a de escolher obras de qualidade inegável, que chama de highlights, como as de Pollock, Keith Hering, Brancusi, Giacometti, Lucio Fontana, Henri Moore, Rodin, Calder, Joseph Albers, Barry Flanagan, Vitto Acconti, Antonio Dias, Cildo Meireles, Nelson Leirner, Ivens Machado Waltercio Caldas; Antonio Manuel, José Damasceno, Artur Barrio, Regina Silveira, Willys de Castro, Hércules Barsotti, Lygia Clark e Hélio Oiticica. E, também, privilegiar artistas “muito conhecidos, mas pouco mostrados”, como Anita Malfati, que “tem desenhos a carvão lindos, pouco vistos”. Ele afirma que “não há um tema, uma ideia pré-estabelecida”.  “As obras não foram escolhidas para ilustrar uma tese ou uma hipótese”, alerta o curador. “Nesta exposição há criações de contextos estabelecidos a partir da escolha de obras em função de sua excelência e qualidade”, diz.  As obras serão articuladas por aproximações estéticas e por épocas, com alas dedicadas aos anos 1920, com o modernismo, aos anos 1950/60, com o abstracionismo, o concretismo, o neoconcretismo, a nova figuração, e à arte contemporânea.

Na entrada do segundo andar do Museu, foi colocado um texto sobre a exposição e uma homenagem ao artista Tunga (1952-2016), falecido recentemente, com seu trabalho que dá título à exposição, da série “Desenhos em polvorosa” (1996), em pastel seco sobre papel, pertencente à Coleção Gilberto Chateaubriand/MAM Rio.

O  público verá um painel de apresentação da exposição com seis obras, duas para cada uma das três coleções que compõem o acervo do Museu, acompanhadas de textos sucintos. “Homenagem a Fontana” (1967) e “Homenagem a Fontana” (1967/2013), de Nelson Leirner, e “Untitled” (1984), de Keith Haring pertencem à Coleção MAM, que tem 7.606 obras, e reúne o maior número de trabalhos de artistas estrangeiros. Foi formada a partir de doações pessoais, como a da coleção de Esther Emílio Carlos, e também de empresas como a da White Martins – constituída majoritariamente por fotografias –, e ainda por aquisições mediante editais públicos, como o da Petrobras, responsável pelas importantes instalações de artistas brasileiros que estarão expostas. A Coleção Gilberto Chateaubriand, com 6.630 obras, que permite formar um panorama quase completo da produção artística brasileira, desde o modernismo, passando pelas fortes transformações nas décadas de 1950, 1960 e 1970, até as mais recentes manifestações da produção contemporânea.  As obras “Vai-e-vem diagonal nº 2” (1954), de Samson Flexor, e “Sem título, Série Vermelha” (1998/1999), de Rosângela Rennó, ilustram sua importância. E, por fim, a Coleção Joaquim Paiva, que, com suas 1.963 obras de fotógrafos e artistas de diferentes gerações e nacionalidades, abrange a história da fotografia, desde suas vertentes mais documentais até a presente era da imagem digital. Exemplificam sua abrangência as fotografias “Mianmar Miroir” (2006), de Cabelo, e “Half Dome, Merced River, Winter, series Yosemite National Park, California (1938), “Yosemite Valley from Inspiration Point, Winter, series Yosemite National Park, California (1938) “Cathedral Spires and Rocks, Late Afternoon, series Yosemite National Park, California” (1949), e “El Capitan, Winter, series Yosemite National Park” (1950), de Ansel Adams.

Serviço: Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

[Segundo andar]

Abertura: 30 de julho de 2016

Exposição: até 6 de novembro de 2016

Curadoria: Fernando Cocchiarale e Fernanda Lopes

Patrocinio: Lei de Incentivo à Cultura e mantenedores do MAM: Petrobras, Bradesco

Seguros, Light e Organização Techint

Realização: Ministério da Cultura, Governo Federal – Ordem e Progresso|