A dupla formada pela arquiteta Marcia Buschinelli e o designer de interiores  Rodrigo Ramos, do escritório Habitat Projetos Inteligentes, faz sua estreia na Casa Cor São Paulo. Eles apresentam o projeto do restaurante mediterrâneo Limone, que reabre suas portas especialmente para os visitantes da 33ª edição da mostra, que abre hoje (28),  no Jockey Club de SP. O espaço, com estilo neoclássico e toques art déco, buscou inspirações no ícone da antiga gastronomia paulistana para encantar o público.

O prazer da experiência foi um dos temas que norteou o trabalho dos profissionais para a elaboração do restaurante. “Criamos um ambiente para estimular todos os sentidos: olfato e paladar, a partir da cozinha mediterrânea; visão, por meio da beleza do décor, que foi pensado do teto até o piso; audição, a partir de uma boa música lounge; e o tato, em que diferentes texturas e materiais são percebidos”, explica Marcia Buschinelli.

O projeto é marcado pela dualidade. “O contraste entre o preto e o branco, com leves toques de dourado, leva sofisticação ao salão de 90 m²”, explica Rodrigo Ramos. A mescla entre o design moderno e o clássico, a partir de móveis e objetos, além de toda a tecnologia dos materiais, a exemplo dos porcelanatos polidos com efeito de marmorização em alta definição (Castelli), são essenciais para revelar a atmosfera nostálgica e contemporânea, que segue também os pilares da CASACOR São Paulo: Sustentabilidade, Tecnologia e Afeto.

“Desejamos mostrar o processo de renovação do Limone, a partir de elementos duais, como o novo e o antigo, o fim e o começo, o dia e a noite. Enfim, ter a visão de renascimento do restaurante de forma plena”, afirma Rodrigo Ramos.

As referências à Itália também aparecem nas paredes do espaço, que trazem fotos das grandes regiões italianas produtoras de limão (protagonista do ambiente, tanto no menu quanto na decoração). As imagens foram produzidas por Rodrigo durante o laboratório de criação do projeto. O profissional desceu a costa do Mar Adriático e, depois, subiu a costa do mediterrâneo em busca de embasamento arquitetônico e poético. Quanto ao design, a chapa de gesso, responsável pelos desenhos em relevo, reproduz o efeito dos grandes tetos almofadados dos restaurantes italianos, assim como o piso marmorizado, habitualmente encontrado na Europa.

Instalado em uma área tombada do Jockey Club, o projeto precisou ser pensado ainda com mais cuidado. Entre as alternativas encontradas estão a construção de paredes paralelas para manter as originais sem risco de danos, além de fechamentos realizados com sistema drywall.

O espaço, que ficará aberto durante todo o período da mostra, servirá pratos à la carte. Por isso, a circulação e a ergonomia também foram temas de estudo de Marcia e Rodrigo, garantindo todo o conforto para que a capacidade de atendimento da cozinha e de público entrasse em total harmonia. Há algumas mesas extras posicionadas no jardim do restaurante para aproveitar a luz das lindas tardes do inverno paulistano.