Natasha Bergottini, Joana Estellita e Laura Macedo

Por que é tão importante catalogar uma coleção de obras de arte? Muitos motivos podem responder essa pergunta – e com diversos aspectos envolvidos desde valor histórico, valor de mercado e estado de conservação. Com o auxílio da tecnologia, esse trabalho hoje pode ser feito – e atualizado constantemente – com mais precisão e atualização.

Atuando em um segmento ainda pouco difundido no Brasil, três especialistas em arte, cada uma ligada a uma atividade diferente, se uniram para criar o NARB – New Art Review Basecamp. Utilizando uma plataforma digital exclusiva especialmente desenvolvida para este fim, o escritório se propõe a coletar todos os dados, organizar a documentação e histórico de cada obra, atualizar o valor de mercado, analisar a conservação e intervenções sofridas, assim como indicar as condições ideais de ambiente.

“O mercado de arte no Brasil vem amadurecendo a cada ano. O crescimento de 2012 para 2013 foi de 27,5%. Em 2014, o crescimento global do mercado bateu 7%. Além de colecionadores ampliando seu acervo, o país viu surgir novos compradores, pessoas que passaram a estudar o cenário artístico e entraram nesta ciranda. Porém, diferente da avaliação apenas estética e sensorial, uma obra de arte é essencialmente um ativo tanto histórico como do ponto de vista de seu valor financeiro”, indica a Joana Estellita, sócia do NARB e especialista em Marketing e Branding.

No Brasil, importantes obras de artistas brasileiros e internacionais estão em coleções privadas. A catalogação e gestão das informações sobre esta coleção irão permitir, inclusive, a análise desse conjunto como patrimônio artístico e financeiro.

“Além da análise do conjunto de obras do ponto de vista do colecionismo, a plataforma poderá auxiliar na perpetuação cultural dessa coleção e também na indicação de quais tipos de obra ou artistas ainda não estão presentes neste conjunto. Podemos falar tanto em crescer essa coleção como também fornecer dados para mostras especiais, produção de catálogos, pesquisas e outras ações.“, fala Natasha Bergottini, idealizadora do NARB e especialista em gestão de coleções.

Passo a passo do serviço de catalogação

  • Análise da documentação comercial da obra e origem
  • Pesquisa de documentos como certificados de autenticidade e laudos técnicos
  • Análise da exposição pública da obra – presença em exposições, livros e catálogos
  • Histórico do artista
  • Selos, etiquetas e assinaturas na obra – frente e verso
  • Avaliação da montagem – estado e adequação
  • Análise da conservação – elementos estranhos, estado da pintura e do suporte, manchas e  etc
  • Identificação de intervenções anteriores
  • Análise do ambiente – condições de umidade, luz e temperatura
  • Indicação de armazenamento
  • Preenchimento de banco de dados em plataforma online segura

Profissionais do NARB

Natasha R. Bergottini – especialista em gestão de coleções. Especialista em História da Arte e Arquitetura no Brasil (PUC-RJ) com mestrado em Cultural Studies (Universidade Católica Portuguesa / Lisboa). Trabalhou com o artista José Bechara e na Galeria Mercedes Viegas. Tem experiência na gestão de centros culturais e produção de exposições.

Joana Estellita – formada em Design e Marketing, com especialização em Branding, atuou no segmento de Moda e posteriormente na produção de exposições de artistas independentes. No ano de 2014, foi diretora de Marketing das feiras ArtRio e IDA.

Laura G. R. Macedo – formada em Administração de Empresas (PUC-RJ) e Conservação e Restauração de Bens Culturais (UFMG). Além da atuação em coleções particulares e escritórios de arte, já trabalhou para instituições como Pinacoteca do Estado de S Paulo, Casa Daros e Inhotim.

Foto: Lucas Bori

www.narb.com.br