O caderno Rio publicou em reportagem: “O arquiteto espanhol Santiago Calatrava conquistou admiradores por suas obras em várias partes do mundo, como a Ponte da Mulher, em Buenos Aires, a  Gare do Oriente, em Lisboa, o arranha-céu Turning Torso, em Malmö, na Suécia. Ele também é o responsável pelo projeto do Museu do Amanhã, que está sendo construído no Rio, como parte do  Porto Maravilha. Para seus admiradores, os projetos de Calatrava são delicados e, ao mesmo tempo, poderosos. Eles comparam as construções do arquiteto a esculturas gigantes e elogiam sua  devoção à forma. Mas Calatrava também vem sendo alvo de críticas. Alguns arquitetos, acadêmicos e empreiteiros têm ressaltado que os projetos de Calatrava resultam, com uma frequência  assombrosa, em estouro de orçamento, atrasos e brigas judiciais. No mês passado, um vereador da cidade de Haarlemmermeer, perto de Amsterdam, pediu que a Câmara processe o arquiteto  porque as três pontes projetadas por ele para a cidade custaram o dobro do orçamento original. Calatrava já é alvo de ações por sua ponte  em Veneza, uma vinícola na região espanhola de Álava e um centro de conferências em Oviedo, também na Espanha. Agora é a vez de Valência, que encomendou a Calatrava sua Cidade das Artes e das Ciências — um complexo com sala de concertos, ponte, planetário, museu de ciências, uma passarela coberta e vários espelhos d’água. O orçamento original era de € 300 milhões (cerca de R$ 930 milhões), mas os gastos já triplicaram, e a cidade espanhola não dispõe desses recursos. Ignacio Blanco, um político local, criou um site chamado Calatravatelaclava, algo como ‘Calatrava mete a mão’, em tradução livre. Blanco diz que a sala de  concertos tem 150 lugares de onde não se vê o palco e que o museu de ciências foi projetado sem saídas de emergência e elevadores para portadores de necessidades especiais. Calatrava recebeu €
94 milhões (R$ 291 milhões) pelo projeto”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Reportagem: Suzanne Daley, do New York Times/ 28/09/13