Na última quinta-feira aconteceu, em São Paulo, a cerimônia de premiação da 9ª Edição do Brasil Design Award,  realizado pela Associação Brasileira de Empresas de Design – ABEDESIGN,  que reuniu profissionais e empresas de design, entidades e profissionais que contribuem para a promoção do design nacional. 

O projeto Corredor BHLS Transoceânica, no Rio de Janeiro, do  designer Guto Indio da Costarealizado pela Metalco do Brasilfoi o vencedor – na categoria design de produto, classificação Ouro. O prêmio conta com 10 categorias principais: Branding, Craft For Design, Design de Ambiente, Design de Embalagem, Design de Impacto Positivo, Design de Produto, Design de Serviço, Design Digital, Design Editorial e Design Gráfico. Suas categorias são divididas em 78 subcategorias, e buscam representar o cenário do design nacional, com o objetivo de reconhecer e destacar a capacidade criativa e inovadora do design na economia.

O corredor BHLS Transoceânica, em Niterói, utiliza o conceito de “smartcity”, conectando os passageiros e os ônibus. O corredor BHLS Transoceânica é um expresso de ônibus, parte da frota elétrica, com plataformas abertas, transparentes e integradas à paisagem urbana. Os ônibus têm piso baixo alinhado com as calçadas e portas de ambos os lados, facilitando o embarque e o desembarque e permitindo que circulem no corredor e também na cidade. Cada plataforma tem pelo menos 10 bicicletários para que o passageiro deixe a bike, embarque no ônibus e pegue a bike novamente quando voltar. Por fim, cada abrigo tem um “megatotem” eletrônico interligado aos ônibus que informa aos passageiros a posição de cada veículo e o tempo de espera previsto ao longo do corredor. Tudo isso com uma linguagem de design contemporânea, limpa e elegante, com materiais resistentes e de excelente qualidade.

“A cidade de Niterói decidiu mudar a lógica do projeto do Corredor Transoceânica. Ao invés das tradicionais estações fechadas, a Transoceânica ganhou plataformas abertas de embarque e desembarque com amplos abrigos, assentos de espera, lixeiras, bicicletários, wifi, monitoramento de segurança e informação digital – tudo isso com design sofisticado e contemporâneo”, explica Guto. Segundo o designer, todas as paradas são monitoradas por câmeras de segurança. Além disso, os mapas dos trajetos e da região complementam o sistema de informação que também pode ser visto por meio de aplicativo no celular. “Por isso, a Transoceânica não é um corredor de BRTs, e sim de BHLS (Bus High Level of Service)”, disse Guto. Niterói já é considerada uma das primeiras cidades brasileiras no ranking de cidades inteligentes. O corredor Transoceânica é mais um passo na direção de uma cidade cada vez mais conectada.