O caderno Rio informou em matéria: “Acostumados a associar a palavra “orla” às praias da Zona Sul e da Barra, os cariocas podem ir começando a se habituar com um adendo à paisagem marítima do Rio. Com a derrubada total do Elevado da Perimetral, o Centro ganhará, até 2016, uma nova área de lazer e contemplação à beira-mar. Com três quilômetros de extensão, a orla da região renasce a partir das obras de revitalização da Zona Portuária e terá um grande boulevard, praças e um deque-passarela num pedaço da cidade que a maioria dos cariocas nunca visitou: a área atrás do 1º Distrito Naval, que irá virar um charmoso calçadão, com quiosques e jardins. Para tornar as caminhadas menos áridas, cerca de duas mil árvores, incluindo ipês e cássias, além de plantas de 20 espécies nativas da flora brasileira, serão espalhadas nos 200 mil metros quadrados da chamada Frente Marítima. — De tudo que a prefeitura está fazendo na região, talvez esse seja o projeto mais marcante do ponto de vista da revitalização. É o reencontro do Centro com o mar. A cidade nasceu por causa da Baía de Guanabara. E a baía precisa da cidade, até para sua recuperação. Temos ali importantes marcos da história não só do Rio, mas do Brasil, como o local de chegada da família imperial, na área junto ao Paço, do qual o carioca poderá se aproximar — diz o prefeito Eduardo Paes. O novo ponto a ser reurbanizado, situado entre o antigo prédio do Banco Central e o Museu Histórico Nacional, na Praça XV, é uma extensão do projeto inicial, que previa a criação de uma área de pedestres menor, no espaço aberto com a retirada do viaduto. Quando tudo estiver pronto, em 2016, cariocas e turistas poderão ir do Aterro do Flamengo até a Rodoviária Novo Rio num percurso a pé ou de bicicleta. — O projeto original de revitalização do porto tinha um boulevard na Rodrigues Alves, do Armazém 7 até a Praça Mauá. A prefeitura sempre teve a intenção de executá-lo, mas isso só se tornou possível quando acertamos a derrubada da Perimetral até o Aterro, no final de 2012. Agora, faremos a conexão dos dois espaços: o da Praça XV e da Rodrigues Alves com a área da Marinha — diz o subsecretário de Projetos Estratégicos da Casa Civil municipal, Jorge Arraes, acrescentando que a revitalização, que será iniciada no segundo semestre deste ano, também atingirá a Praça Mauá e o entorno da rodoviária. O marco inicial da Frente Marítima é a praça ainda sem nome, mas que está sendo chamada de Praça do Banco Central, localizada junto à saída do túnel da Via Binário, na área próxima às futuras instalações do aquário da cidade. Na área de cinco mil metros quadrados, está prevista a instalação de esculturas, que vão marcar o local onde se inicia o boulevard. Para barrar a visão do tráfego da Via Binário, que passa logo ao lado, haverá uma “parede verde”. — Ela ficará numa das extremidades do futuro aquário do Rio e, com a Praça das Águas, localizada na outra extremidade, formará uma esplanada em frente ao prédio, com vista para a Baía de Guanabara — diz o arquiteto João Pedro Backheuser, um dos autores do plano de reurbanização da região. O projeto, assinado pelos escritórios Backheuser Arquitetura e Cidade e Alonso Balaguer Riera Arquitetos Associados, também dará uma nova cara à região dos armazéns da Rodrigues Alves”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Rio/Reportagem: Simone Candida/23/03/14