Habitués da mostra de decoração Casa Cor, os arquitetos Mario Santos, Eliane Amarante e Denise Niemeyer serão este ano os responsáveis por dar vida ao escritório da casa. O espaço, de 48 metros quadrados, vai combinar elementos modernos (como a cortina estilo medieval feita de trama de metal) e antigos (como o teto, com sancas e frisos estilo renascentista francês).

O teto, aliás, será o principal destaque do ambiente. “Como a casa é tombada, achamos importante preservar estes detalhes. Mas criamos um escritório de uma pessoa que vive no século XXI. Portanto, trata-se de um espaço contemporâneo. Criamos um recurso cenográfico: um tecido bem fino ficará preso abaixo do teto, de modo que quando as luzes de dentro da sanca estiverem acesas, será possível observar os detalhes; quando forem as luzes de fora que estiverem acesas, dará a impressão de que o teto é rebaixado”, conta Mario Santos, preparando-se para sua décima quinta participação no evento.

As paredes serão completamente revestidas por painéis de madeira teka de reflorestamento, em tom natural. “Ali havia apenas um boiserie (revestimento de parede típico dos séculos 17 e 18) bem simples; na minha opinião feito depois; por isso decidimos escondê-lo”, conta Mario.

A mesa de trabalho será o destaque da decoração. Com nada menos que seis metros de extensão, ela será um item camaleônico. Parte será usada como mesa de canto, parte como mesa de reunião e – pasmem – para que o dono da casa possa alcançar livros que estejam no alto, ele deverá subir numa parte da mesa. Não é só. Como este móvel será feito de ripas de madeira possíveis de serem deslocadas, essas ripas poderão ser usadas para apoiar um laptop ou até  um prato para uma refeição rápida.

Como o piso (um parquê de peroba) também será preservado, o tom predominante do ambiente será o castanho. Os detalhes, em azul marinho, ficarão dentro das gavetas e nas prateleiras. O branco estará nas cortinas. Neste espaço, que terá itens high tech, como o painel de tecido solar que fará a pequena copa cozinha sumir e aparecer, objetos antigos ganharão ares de relíquia. O lustre de bronze banhado a ouro, original do século XIX, já foi retirado do teto e abrigado em uma caixa de vidro, recebendo um tratamento museugráfico.

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