As tecnologias que desenvolvemos e aperfeiçoamos estão mais poderosas, alteram nossos corpos, nossa trajetória e impactam o mundo. Mas no que estamos nos transformando?

Ao produzir e consumir com a urgência exigida pela modernidade, esquecemos de refletir sobre como temos manipulado o ambiente, às vezes irreparavelmente, ao extrair recursos que suprem necessidades de um planeta cada vez mais urbanizado. Essa produção frenética e isenta de responsabilidade cria uma dicotomia: temos acesso à eficiência, conforto e agilidade, ao passo que contribuímos com alterações climáticas agressivas, e elevação de taxas de poluição do solo, das águas e do ar – impactos difíceis de ignorar e que trazem à luz a reflexão de que não podemos dissociar a Humanidade da Natureza.

Para refletir sobre a Terra e os seres humanos, o Museu do Amanhã recebe até o dia 30 de maio a exposição RePangeia.  A mostra une uma técnica que mistura perspectivas e rituais indígenas, quilombolas e ribeirinhos, com a tecnologia. É um encontro entre ancestralidade e saberes tradicionais. O título da programação se inspira na Pangeia, o supercontinente que existiu há milhões de anos. 

 Na exposição é explorada a relação entre avanços tecnológicos, alterações climáticas agressivas, e elevação de taxas de poluição do solo, das águas e do ar. Por meio da experiência, o visitante do museu veste os óculos e entra na visão de três personagens que são chamadas para ajudar o meio ambiente – perdido devido aos problemas da relação da humanidade com a natureza.

O Museu do Amanhã está  localizado na Praça Mauá, 1, centro na capital fluminense. O horário de funcionamento é de terça a domingo das 10h às 17h. A entrada inteira custa R$ 20, ainda há opções de gratuidade de ingressos para menores de 5 anos, idosos acima de 60, estudantes e professores da rede pública, pessoas com deficiência e funcionários de empresas parceiras (como, Globo, Shell, Santander, IBM, Engie e IRB Brasil.).