O Rio de Janeiro  vem se movimentando para retomar seu inconfundível glamour.  Na hotelaria, desde o segundo semestre de 2018 as novidades não param. O primeiro a abrir portas, no fim do ano passado, foi o Janeiro, hotel-boutique no Leblon e primeira empreitada no segmento de hospitalidade do fundador da grife Osklen, Oskar Metsavaht. Na sequência, já em 2019, foi festejada a reabertura do Arpoador (um velho conhecido da orla carioca, inaugurado em 1974), que, após reforma do arquiteto Thiago Bernardes, do escritório Bernardes Arquitetura, ganhou novos ares e se tornou clean e moderno. O Fairmont Copacabana, do conglomerado Accor Hotels, inaugurado no mês passado, marca a chegada da bandeira de luxo à América Latina.

As grifes de luxo também estão voltando ou desembarcando na Cidade Maravilhosa pela primeira vez. Mesmo depois da aquisição do Belmond Copacabana Palace pelo grupo LVMH, a Gucci, que é de propriedade do seu principal rival, o Kering Group abriu loja na fachada do hotel. A italiana Bottega Veneta, por sua vez, inaugurou boutique própria no Shopping Village Mall em abril.

As opções gastronômicas se multiplicam e ganham mais visibilidade. No fim do último ano, o Fasano abriu um quiosque na praia, batizado de Marea, bem em frente ao hotel. O recém-lançado Guia Michelin deste ano premiou mais dois restaurantes cariocas com uma estrela: o Oteque, do chef Alberto Landgraf, e o Cipriani, que se juntaram ao time dos estrelados Oro, Lasai, Olympe e Mee.

Entre as novidades para o próximo ano, previstas para março, está o Mercado do Porto, empreitada do grupo Best Fork, do empresário Marcelo Torres. O edifício de 6 mil metros quadrados, localizado na Praça Mauá, próximo ao Museu do Amanhã, vai demandar R$ 45 milhões em investimentos. “O projeto nasceu pensando no coletivo e na economia compartilhada. Estamos colocando grandes marcas, as principais de cada segmento, no mesmo ambiente. Entre os confirmados estão Mr. Lam, Naga, Satyricon e Laguiole”, diz Torres.

Fora do universo da gastronomia, há também o retorno da Fórmula 1 ao Rio, em 2021,  após três décadas em São Paulo. O novo autódromo, que se chamará Rio MotorPark, será construído em Deodoro pela Rio Motorsports e pretende chegar a cerca de 7 mil empregos diretos, além dos milhares de empregos indiretos,  gerando 970.5 milhões de reais em impacto econômico local por ano, somando todos os  fatores. Espera-se também que  se gaste R$ 119 milhões em hotéis no Rio, durante a Fórmula 1 e a Moto GP.