Com exposições e feiras culturais de portas fechadas há quatro meses por causa do novo coronavírus, a capital paulista ganha um novo espaço para acesso presencial à arte. A exemplo de outros setores que estão se adequando ao chamado “novo normal”, o formato foi adaptado em sistema drive-thru. 

A mostra @drivethru.art  abre ao público nesta sexta-feira (17), em um galpão na Vila Leopodina, com obras de 18 artistas de diferentes gerações. O espaço abriga pinturas, vídeos, painéis e fotografias de nomes como Criola, Crânio e

De acordo os organizadores Luiz Maluf, da Luis Maluf Art Gallery, e Mauricio Soares e Mário Sérgio Albuquerque, da ARCA, a ideia surgiu como uma saída para que o público possa visitar a mostra pessoalmente, mas sem se expor à contaminação pela Covid-19. 

A mostra possui obras que trabalham, sobretudo, questões contemporâneas, como reflexões sociais, importância da representatividade das mulheres negras e a urgência da preservação do meio ambiente.

Acima, obra “Carne Vina 2019”  de Luiz Escañuela

Carne Viva (2019), de Luiz Escañuela, que traz uma representação do desmatamento da Floresta Amazônica em textura de pele humana; Nunca Haverá Silêncio, de Patrick Rigon, que traz a intersexualidade por meio de uma figura andrógina; e a obra audiovisual Não Estamos Sozinhos, de Felipe Morozini, que propõe uma reflexão sobre o pertencimento do ser humano à natureza estão entre as obras.

A visitação completa é feita de dentro do carro e com hora marcada. As visitas ocorrem em um circuito com duração de aproximadamente uma hora, com limite de até 20 carros simultâneos. Quem não tem carro também pode visitar a mostra: o local oferece serviço de motorista para conduzir a visita. Os veículos são higienizados e os condutores usam um avental protetor.

A mostra estará aberta de quarta-feira a domingo, das 13h às 21h, entre 17 de julho e 9 de agosto. A ARCA está localizada na Avenida Manuel Bandeira, 360, na Vila Leopoldina, em São Paulo.   Os ingressos custam entre R$ 33,60 e R$ 44,80 por veículo, incluindo taxas.

  

Acima, obra “Nunca Haverá Silencio” de Parick Rigon: traz a intersexualidade por meio de uma figura andrógina