A vida, a religiosidade e o pós-morte na civilização que se concentrou ao longo do curso inferior do Rio Nilo, de 4000 antes de Cristo (a.C.) a 30 a.C., compõem a exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB-SP). A mostra, aberta nesta semana,  fica em cartaz até 11 de maio, com entrada gratuita, reúne 140 peças que têm em comum a relevância para o entendimento dessa cultura, que manteve parcialmente os mesmos modelos religiosos, políticos, artísticos e literários por três milênios.

Sucesso de público em sua passagem pelo Rio de Janeiro, a exposição foi vista por quase 1,5 milhão de pessoas.

O curador da mostra, historiador Pieter Tjabbes, junto com Paolo Marini, ao apresentar a exposição, ainda em montagem, disse que os museus têm resistência em emprestar as peças, ainda mais por um ano. “Mas o Brasil nos últimos anos ganhou prestígio na rota das grandes exposições”, disse Pieter.

A mostra é a primeira exposição organizada pelo do Museu Egípcio de Turim (Museo Egizio), da Itália.

“O principal objetivo é possibilitar a um público grande e diverso, um entendimento qualificado sobre a cultura egípcia”, explicou Tjabbes. “Organizamos as obras em diversos recortes, diferentes instâncias, ultrapassando limites temporais e regionais”, acrescentou.

Egito Antigo: do cotidiano à eternidade
Egito Antigo: do cotidiano à eternidade – Divulgação/ Museo Egizio

Uma réplica da tumba de Nefertari e uma pirâmide cenográfica fazem parte da exposição. Aproximadamente 75% dos itens de Egito Antigo: do cotidiano à eternidade vêm das vitrines do percurso da exposição do Museo Egizio, outros 15% vêm das reservas técnicas. “Vale ressaltar que o Museo Egizio de Turim possui a coleção mais importante de Antiguidades egípcias fora do Egito. Cerca de 70% da coleção provém das missões de escavação realizadas por Ernesto Schiaparelli e Giulio Farina durante o século XX”, explicou o curador Paolo Marini.

Aspectos da historiografia geral do Egito Antigo serão apresentados de forma didática e interativa, por meio de esculturas, pinturas, amuletos, objetos cotidianos, um Livro dos Mortos em papiro, objetos litúrgicos e óstracons (fragmento de cerâmica ou pedra usados para escrever mensagens oficiais), além de sarcófagos, múmias de animais e uma múmia humana da 25ª dinastia.

Segundo Tjabbes, o alto nível de qualidade das obras à expografia envolvente e ao empenho de toda a equipe do CCBB e de produção da Art Unlimited explicam o sucesso. “Nos alegra muito perceber a participação de visitantes de diferentes níveis socioculturais, sendo que muitas dessas pessoas se mobilizaram pela possibilidade de aproximação com as raízes africanas presentes na cultura do Egito Antigo”, disse.

Serviço

Egito Antigo: do cotidiano à eternidade

De 19/02/2020 a 11/05/2020

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Informações: (11) 4298-1270