Eles são quatro profissionais jovens, com diferentes trajetórias e passagens por escritórios badalados como Sérgio Bernardes, Fernanda Pessoa de Queiroz, Miguel Pinto Guimarães, Fábrica e Alfredo Britto. Juntos há exatos quatro anos, Edna Maeda, Lessa Carvalho, Paula Paiva e Pedro de Hollanda somaram experiências e formaram uma equipe múltipla e eclética: a  Ao Cubo arquitetura, que vem assinando projetos de peso – e estética arrojada – pela cena carioca. “Nosso sonho é fazer uma arquitetura popular de qualidade. Esse desafio nos interessa”, apostam. Conheça um pouco do que pensa essa galera – que ainda vai dar muito o que falar. O futuro, para eles, está só começando…. E promete.

 

RD: Conte um pouco a trajetória de cada um e como foi o encontro que formou a Ao Cubo?
A.C: A Ao Cubo se formou em 2007, fruto da nossa parceria. Somos arquitetos que vieram de diferentes escritórios, como Sérgio Bernardes, Fernanda Pessoa de Queiroz, Miguel Pinto Guimarães, Fábrica e Alfredo Brito. Juntos, formamos algo novo e eclético.

RD: Qual é a proposta de vocês? Que tipo de arquitetura praticam?
A.C: Cada projeto nasce da ideia de que não existem fórmulas prontas. O conceito é abstrato até se materializar nas escolhas dos elementos capturados por nossos sentidos. Com isso, as possibilidades são infinitas. Buscamos fazer uma arquitetura que tenha sentido e vida e preencha os espaços com personalidade. E permeada de forma, função e estética.

RD: Vocês são jovens e conhecem bem esse público. O que acham que é tendência em termos de design, arquitetura, para essa galera que está começando a mostrar sua cara?
A.C: Projetos sustentáveis, flexíveis e que potencializem a coautoria do usuário. Espaços casa vez mais interativos e que, de quebra, tenham uma marcenaria (ou objetos de design)  versátil, que possa se transformar e sofrer intervenções com o passar do tempo. Quem é jovem gosta de movimento, de experiências.

RD: Que projeto de arquitetura vocês admiram aqui no Rio?
A.C: Alguns: Museu de Arte Moderna, de Afonso Eduardo Reidy; Pavilhão de São Cristovão de Sérgio Bernardes; Casa das Canoas de Niemeyer; Parque Guinle de Lucio Costa; e Instituto Moreira Salles, de Olavo Redig de Campos. Todos exemplos de uma arquitetura perene, que permanece atual com o passar do tempo.

RD: Qual é o ponto forte da Ao Cubo? Uso da cor, marcenaria, capricho na decoração…?
A.C: Permitir que cada projeto tenha uma nova história e que os espaços sejam permeáveis pela personalidade de quem usa e pela cultura local.

RD: Que projetos adorariam realizar?
A.C: Projetos que sejam capazes de emocionar e transformar, algo ligado ao planejamento urbano de uma cidade, como uma praça, um ponto de encontro inserido no contexto social. Algo que interfira e acrescente no cotidiano social.

RD:  E, entre os projetos do momento da Ao Cubo, o que destacariam?
A.C: Casas, apartamentos e espaços corporativos… Estamos fazendo um pouco de tudo. Mas um projeto que vem nos encantando é uma casa em Araras, na região serrana, que está sendo construída em um terreno vizinho a uma reserva ecológica. Ela é toda montada em estrutura metálica, madeira, pedra e vidro. Nesse projeto, tentamos romper os limites entre interior e exterior. Foi um desafio e tanto – uma empreitada das mais prazerosas.

RD: O que não pode faltar em uma casa?
A.C: Gente, luz, ventilação e, sobretudo, beleza. E muita personalidade.

RD: Cor do momento….
A.C: Não existe. Cada projeto tem a sua cor.

RD: Lugar ideal…..
A.C: Praga.

RD: Projeto dos sonhos….
A.C: Fazer uma arquitetura popular de qualidade.

 

 

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