Podemos dizer que ele é arquiteto desde o berço, ou melhor, desde a barriga da mãe, onde Leonardo Pascual estava quando ela fez a faculdade de Arquitetura. O arquiteto ainda trabalhou no mercado financeiro, mas o talento e o incentivo de Claudio Bernardes fizeram com que ele visse a Arquitetura como possibilidade de trabalho, que ele faz com muito gosto há 8 anos.

 

RD: Por que você escolheu essa profissão?
L.P: Porque minha mãe é arquiteta. Eu estava na barriga dela durante a Faculdade. Fomos clientes e amigos do Claudio Bernardes e minha mãe foi sócia na loja dele. Trabalhei no mercado financeiro, mas o Claudio sempre dizia que eu tinha talento, que devia trabalhar com arquitetura. Meus pais se separaram, o Claudio morreu e tinha dado o projeto do meu apartamento para mim e toquei sozinho e tomei gosto por isso. Desde pequeno eu comprava revistas de casa e decoração. Gosto de personalizar as coisas. Nada meu nunca foi igual ao original, nem meus brinquedos. Eram sempre personalizados. Fui fazer Arquitetura na Estácio e trabalho na área desde 2004.

 

RD: Como você define seu estilo e como foi o caminho que percorreu para desenvolvê-lo?
L.P: Tem um pouco da escola do Claudio. É contemporâneo e chique, com mistura de materiais como madeira, pedra, tijolo, ou seja, nem tão clean, nem não tão carregado. Gosto de misturar o moderno e o antigo, a história da família. Gosto muito também de design, de fazer a luminotécnica e de tecnologia. Eu brinco que entendo tanto de som quanto de arquitetura e decoração.

 

RD: O que você considera essencial em qualquer bom projeto de interiores?
L.P: Obra de arte e iluminação. A beleza alinhada com conforto e praticidade também.

 

RD: Qual a importância de materiais sustentáveis no seu trabalho?
L.P: Que a decoração e a arquitetura perdurem durante um bom tempo, que tenha nenhuma ou o mínimo de manutenção.

 

RD: Quais são suas cores favoritas no décor?
L.P: Gosto muito de amarelo, vermelho, preto, azul e de cores cruas, como linho e madeira.

 

RD: Forma, função ou emoção?
L.P: Tudo junto. Nenhum anda sem o outro.

 

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? Qual o papel ou importância do Rio dentro do mercado brasileiro de arquitetura e decoração? O que falta nesse mercado?
L.P: O profissional daqui tem a facilidade de emoldurar a natureza nos projetos. Somos leves e despojados e a natureza influencia nisso. Falta aqui no Rio mão de obra especializada e com postura profissional. Mas não deixamos a desejar em nada.

 

RD: Qual seria a casa dos seus sonhos?
L.P: Uma casa não pode deixar de ter obra de arte, boa iluminação e ser agradável, com a natureza inserida dentro do contexto, e som, ou seja, para todos os sentidos.

 

RD: Qual o estilo da sua casa? O que você gosta de ter nela?
L.P: Na minha casa tem sempre boa música e um bom filme, muitos livros, conforto e o que não pode faltar, os meus filhos. Tenho um casal e está vindo mais um menino. Não pode faltar espaço pras crianças.

 

RD: Que projetos entregou recentemente e está fazendo atualmente? Algum que curte em especial?
L.P: Estou fazendo o apartamento de um casal jovem com um casal de filhos que são colecionadores de arte. São amigos e dá muito prazer porque eles respeitam o projeto, aceitam minhas sugestões. Acho que por isso vai ser o projeto mais bonito que fiz ultimamente. Estou fazendo também o projeto da Península Deli, no shopping da Península, que é uma padaria, deli, minimercado, hortifruti e restaurante.

 

RD: Algum projeto que sonha em fazer e nunca fez?
L.P: Um hotel boutique de design, um hostel e uma loja também seria bacana.

 

RD: Quem são seus designers de mobiliário favoritos?
L.P: Etel carmona, que para mim é carro-chefe, Piero Lissoni, Jader Almeida, Sergio Rodrigues, Carlos Motta e vários outros.

 

RD: Qual o maior aprendizado nos anos de profissão?
L.P: O maior aprendizado é o amadurecimento, é saber pesquisar e aprender a lidar com vários tipos de pessoas, ter mais sensibilidade. Estou sempre olhando, pesquisando. Tudo é inspiração para o projeto.