O segundo caderno, do Jornal O Globo, trouxe em reportagem:  “Às vésperas de ganhar retrospectiva no Pompidou, em Paris, a francesa Dominique Gonzalez- Foerster banha o MAM de cores e anuncia: ‘ É preciso reinventar o futuro’

As janelas laterais do Museu de Arte Moderna do Rio, no Aterro, se transformaram. Os vidros transparentes do emblemático prédio modernista projetado por Affonso Eduardo Reidy ganharam um colorido inédito para o local: de um lado, o que dá para o Parque do Flamengo, eles foram revestidos de filtro vermelho; do outro, o do aglomerado de prédios do Centro da cidade, de azul- turquesa. A lógica da visão em 3- D, tecnologia que cria uma outra percepção das imagens, foi pensada pela artista francesa Dominique Gonzalez- Foerster como uma estratégia para que o visitante de sua exposição “Temporama” também tenha um outro olhar sobre aquilo que está sendo exibido. E, tão importante quanto, sobre o espaço que se descortina para além do museu, pelo qual ela se encantou há 17 anos, quando veio pela primeira vez ao Brasil, visitou o local — e nunca mais o esqueceu.”