Luis Fernando Redó e Carlos Hansen trabalham juntos há 37 anos e dizem que a reunião do que cada um tem de melhor facilita o trabalho. Eles afirmam não ter um estilo definido, pois gostam da mistura e fazem a casa pensando no cliente, para que ela seja humana, tenha cara de casa.

RD: Por que vocês escolheram essa profissão?
L.F.R: Eu nasci sabendo desenhar. Ganhei um prêmio nacional de desenho com três anos de idade. Sempre achei, desde pequeno, que esse talento era para ser usado na arquitetura. O Hansen também fez arquitetura. Começou na Argentina e terminou aqui.

RD: Como vocês definem o estilo do trabalho de vocês?
L.F.R e C.H: Não tem estilo. É tudo muito misturado, tem que saber fazer o put together, que é o que os clientes pedem. Não acreditamos em tendência. Nossa decoração é para ficar, é algo de que a pessoa não vai enjoar, mesmo na parte moderna. Muitas vezes o design do mobiliário é nosso. O bonito é a mistura e saber dosar, ter harmonia. Gostamos muito de cor e planta dentro de casa. A casa tem que ser humana, ter cara de casa. Não fazemos o projeto para nós.

RD: Quais são as vantagens e desvantagens do trabalho em dupla?
L.F.R e C.H: Temos 37 anos de dupla e é uma combinação ótima. Facilita o trabalho, porque um (Hansen) cuida das obras e o outro (Redó) faz o contato inicial e escolhe material e mobiliário. Juntos nós criamos o projeto. Reunimos o que cada um tem de melhor.

RD: Entre tantas fontes e possibilidades que temos atualmente, de onde vem a inspiração? Como vocês fazem suas escolhas?
L.F.R e C.H: São muitas novidades mesmo. Acabei de saber que chegaram no Brasil umas folhas de madeira importadas para colocar na parede em que podemos fazer desenhos e já estamos usando. Hoje temos todos os tipos de pisos que antes tínhamos que trazer de fora. O que fundamenta as escolhas é o contraste e a vontade do cliente. A casa é feita para o cliente. Ele me dá uma programação e aí vem a inspiração.

RD: Como vocês se informam sobre o mercado de decoração?
L.F.R: Leio muita revista. Conheço muito de estilo, porcelana, obras de arte. O trabalho no exterior e em todo o Brasil também é importante.

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? O que falta nesse mercado?
L.F.R e C.H: Fazemos trabalhaos em São Paulo também e compramos muita coisa lá, mas o estofador é sempre daqui, o Carlos Rosa, que é o melhor do país. Hoje podemos comprar de tudo no Rio. Não falta nada.

RD: Qual o estilo das casas de vocês? O que vocês gostam de ter nelas?
L.F.R: A minha casa é misturada também, mas está vazia porque tem 4 cachorros e tive que guardar muita coisa. Quero trocar toda a decoração futuramente.

RD: Fale de projetos que curtiu fazer e um pouco sobre os que está fazendo agora.
L.F.R e C.H: Entregamos agora duas casas em Porto Alegre. Estamos fazendo um apartamento belíssimo no Reserva 1, com base bem moderna e iluminação dramática, com automação, tudo muito moderno.  Acabamos de entregar também duas casas no Jardim Pernambuco, em que esse moderno foi misturado com antiguidades, peças de família dos clientes ou que compramos, principalmente com o Armando Camarão.