Com curadoria da arquiteta Silvia Prado Segall e texto da crítica de arte Silvia Meira, a exposição reúne 80 obras inéditas, frutos de cinco anos intensos de produção, nos quais Leo deu vida a mais de cinco mil desenhos gerados por ferramentas digitais. Todas as obras desta exposição também estarão disponíveis em NFT.

“É relevante notar que, apesar de incorporar uma transformação nos meios que emprega em sua criação artística, Leo Laniado mantém aparente sua investigação da matéria crua da cor dos pigmentos, assim como o traço de seus desenhos”, reflete Meira.

Laniado questiona as semânticas da cor e evoca a memória de cenas por meio de paisagens, retratos, ilustrações eróticas que compõem o enredo da exposição. São desenhos em tons ocres, carregados de muita história e permeados por “coisas que estavam lá atrás e estão ressurgindo, voltando agora”, como explica o artista.
“Marcadas pela herança do desenho, pelo arranjo de elementos que compõe a imagem no âmbito da apresentação formal, suas práticas artísticas valem-se de modos variados de expressão, baseadas nas relações convencionais do decoro, na elegância e no requinte do Belo, estendendo-se ao domínio do sensível”, completa a crítica Silvia Meira.
Ele esperou cerca de 50 anos para trazer suas criações ao público e hoje, aos 77 anos, acha que é uma impertinência pertinente ser um artista — brincadeira que originou o título da mostra. Deu diversas voltas até, enfim, enveredar-se pelo território onde acredita realmente se encontrar: o da arte.

 

Local: A Estufa: Rua Wisard, 53 – Vila Madalena – SP