A coluna Gente Boa informou em nota: “O sucesso da Copa do Mundo e o fato de o Rio ter sido a cidade mais visitada pelos turistas durante a competição vão refletir direto no mercado de souvenires. É esta a aposta da designer Isabella Perrotta, que há 15 anos estuda a representação icônica da cidade. Ela é a curadora da exposição “Com o Rio da cabeça aos pés: sem medo de ser kitsch”, inaugurada anteontem, no Centro Carioca de Design. “O Rio ficou mais em alta ainda, todo mundo quer levar um pedaço da cidade para casa”, observava Isabella. Uma coisa, no entanto, não muda: o Cristo Redentor continua sendo “a” imagem da cidade no exterior — mesmo com a Arquidiocese marcando em cima, como no caso do veto a um segmento do filme “Rio eu te amo”, em que Wagner Moura conversa com o monumento. Cristina Dias, que desde 2003 produz bijuterias com a imagem do Cristo, nunca teve problemas com autorização. “O Cristo virou uma das Sete Maravilhas do Mundo e a China é a que mais produz objetos, só falta proibir…” O Corcovado e outros morros do Rio também são alvo de polêmica entre a designer Kakau Höfke, que já assinou bolsas para a americana Macy’s, e a joalheira Danielle Gandarillas — as duas têm peças na exposição. Kakau notificou Daniella depois que achou um souvenir da joalheira parecido com um objeto de sua criação, exposto nesta mostra, inclusive. “Os morros do Rio são uma das coisas mais reproduzidas que existem, ninguém tem propriedade sobre isso”, alega Daniella. Quando o assunto é imagem, quem também tem feito o maior sucesso com os turistas são os vendedores de mate das praias. Que o diga Marcelo Luiz, há 17 anos atravessando Ipanema de ponta a ponta, com os galões nos ombros. “Tirei muita foto com o pessoal durante a Copa”, contou. “Alguns argentinos até pediram o galão emprestado para posar com ele.” Marcelo, aliás, usava um uniforme novo, todo estiloso, criado por Lilli e Bianca Armstrong, do atelier Le Modiste. Elas repetiam o gesto o que virou moda entre os turistas e também tiraram um selfie com o vendedor de mate, personagem ícone da cidade — só agora o mundo percebeu isso. Demorou”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Segundo Caderno/Gente Boa/17/07/14