Após temporada no CCBB São Paulo, onde recebeu mais de 172 mil visitantes, a exposição “O Triunfo da Cor”  abriu ontem,dia 20 de julho, no CCBB Rio com os mestres do pós-impressionismo: obras-primas do Musée d`Orsay e do Musée de l`Orangerie que apresentam 75 quadros de 32 artistas que, a partir do fim do século XIX, buscam novos caminhos para  a pintura. A exposição apresenta uma geração de artistas que sucede os impressionistas, e que recebe do crítico inglês Roger Fry a designação de pós-impressionista. São obras de nomes como Van Gogh, Gauguin, Toulouse-Lautrec, Cézanne, Seurat e Matisse, grandes mestres da pintura moderna, que promoveram uma verdadeira revolução estética por meio do uso da cor.

 A mostra conta com o patrocínio do GRUPO SEGURADOR BANCO DO BRASIL E MAPFRE, do Banco do Brasil e da BB DTVM – empresas que vêm se destacando com um amplo trabalho de fomento à cultura – e tem a chancela do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). A curadoria da exposição é assinada pelo presidente do Musée d’Orsay, Guy Cogeval, pelo diretor cultural da Fundácion MAPFRE, Pablo Jiménez Burillo, e pela curadora do Musée d’Orsay, Isabelle Cahn. 

 O triunfo da cor é mais um capítulo de uma trajetória bem-sucedida do CCBB de formação contínua de público no Brasil por meio da apresentação de exposições históricas sobre a arte moderna, dentre elas, a mostra Impressionismo: Paris e a modernidade. Com O triunfo da cor, que reúne obras criadas a partir da influência do movimento impressionista, o público terá a oportunidade de conhecer e vivenciar ícones de um momento relevante da história da arte.

O Triunfo da Cor se organiza em 4 módulos, que apresentam os 75 trabalhos provenientes dos museus d’Orsay e de l’Orangerie, ambos sediados em Paris.

A COR CIENTÍFICA (MÓDULO 1)

O módulo apresenta uma seleção de obras de artistas motivados pelos estudos desenvolvidos pelo cientista Michel Eugene Chevreul sobre a técnica neoimpressionista de aplicar na tela pontos justapostos de cores primárias. O olho do espectador passa a recompor à distância a aplicação do pontilhado das cores complementares e contrastantes. Seurat, expoente do pontilhismo, influencia também Van Gogh, que desembarca em Paris em 1886 e que, sob o efeito imediato do contato com a pintura moderna parisiense, passa a utilizar uma paleta de cores vivas.

NO NÚCLEO MISTERIOSO DO PENSAMENTO. GAUGUIN E A ESCOLA DE PONT-AVEN (MÓDULO 2)

O módulo inclui uma série de obras que refletem a pesquisa realizada por Paul Gauguin e Émile Bernard a partir de uma pintura sintética, marcada pela presença do desenho nos contornos e nas silhuetas, valendo-se de cores simbólicas. A pintura passa a refletir um mundo interior, poético e espiritual. Gauguin confere à cor o papel revelador de uma dimensão simbólica da pintura e é ele o mentor de um grupo de artistas apresentados neste módulo.

OS NABIS, PROFETAS DE UMA NOVA ARTE (MÓDULO 3)

O módulo tem como tema a ideologia estética do grupo de artistas que se definiu como profetas de uma arte nova e defendeu a origem espiritual da arte, fazendo uso da cor como um elemento transmissor dos estados de espírito. Entre os nabis, artistas como Maurice Denis, Vuillard, Maillol e Vallotton revelam uma paixão por temas da vida cotidiana e por uma dimensão misteriosa e sobrenatural que a cor confere a sua pintura.

A COR EM LIBERDADE (MÓDULO 4)

Este módulo apresenta, por um lado, obras de artistas do final do século XIX, como Cézanne, que busca inspiração na Provence, e Paul Gauguin, que parte para o Taiti e se inspira na natureza tropical, além de obras de jovens artistas do início do século XX, que compartilhavam o gosto por uma composição ornamental em que a cor assume o protagonismo.

Serviço:

CCBB – RJ – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro

Periodo da exposição: 20 de julho a 17 de outubro/2016

Quarta a segunda, 9h às 21h

Entrada franca