E o Radar Decoração continua seu passeio pelo Casa Cor Rio 2012. Hoje apresentamos mais 4 ambientes assinados pelos profissionais que indicam tendências e novidades na mostra:

Snack Bar, de Andressa Almeida

Uma mistura de estilos, tanto na decoração como nas comidinhas do chef Ecio Cordeiro de Mello, tomam conta do ambiente.  “Optamos por usar materiais inspirados na arquitetura do casarão, como o ladrilho hidráulico no chão e o tijolo de demolição nas paredes”, conta Fernanda Ramos. Parte do teto original foi mantida.  No centro da cena, mesa de jantar Adresse para 10 pessoas em laca vermelha e tampo de vidro da mesma cor, lançamento da Way Design. As cadeiras Oscar (1956), de Sérgio Rodrigues, têm assento e encosto em palhinha. No cardápio, delícias vintage como coquetel de camarão, barquetes e empadinhas, servidas numa apresentação supercontemporânea. “Criamos um espaço em que as pessoas se sintam em casa e relaxem longe da agitação das ruas”, diz Andressa Almeida.


Flat do Jornalista, de Caco Borges

Nelson Motta foi a inspiração para esse espaço, em que mezaninos com piso de cristal tomam. Com dois pavimentos, sala de estar, copa e escritório no primeiro e quarto e banheiro no segundo, oo ambiente tem armários e marcenaria de vidro colorido, alumínio pintado e laminado, estofados de lona tingida e cortinas de gaze de linho cru. “Recuperamos a madeira do teto e as paredes deixando aqui e ali alguns tijolos aparentes”, diz o arquiteto. Ele também limpou e destacou outros elementos originais da casa, como as portas e os rodapés. Para agradar o personagem, o espaço possui tecnologia de ponta em áudio, vídeo e iluminação, com sistema de automação comandado por IPad e IPhone.  A iluminação, um capítulo à parte, é cenográfica, assinada pela luminotécnica Cris Draeger.

Loja Casa Cor, de Clara Madalon

O trabalho dos artesãos da Obra O Sol, cujas peças estão à venda na loja, inspirou a arquiteta. “Eles são o princípio, o meio e o motivo principal do meu projeto”, conta Clara Madalon, que visitou várias oficinas da obra social. Lá ganhou novos parceiros, como um marceneiro que fez em marchetaria e com sobras de madeira o tampo de um dos principais móveis que decoram o espaço, um grande aparador, desenhado pela arquiteta, que vai servir de apoio para os vendedores. “Ele parece com um antigo estojo de lápis em madeira, que usávamos na escola, e pode guardar objetos no seu interior”, diz. Na mesa principal, chama atenção o abajur de carretéis, criado pela arquiteta, e feito pelos artesãos e costureiras do Sol. No segundo pavimento, com 18 m², e de cara para o Pão de Açúcar, a lojinha tem banco de bambu, mesão e armário da Beach & Country, com design clássico e acabamento rústico, prateleiras em caesarstone, cor de ferrugem da Payanini, e expositores em ferro oxidado (também com assinatura da arquiteta).

Recepção, de Pedro Paranagá

Reflexos e transparências. Este é o tema do projeto assinado pelo arquiteto Pedro Paranaguá. Espelhos e vidros tomam conta dos quatro cantos do ambiente, de 82 m², com patrocínio da Guardian, transformado num verdadeiro lobby de hotel.  “Como o espaço ainda guarda suas características originais no piso de mosaico, nas paredes, esquadrias, escada e elevador, resolvi interferir minimamente em sua arquitetura”, conta Paranaguá. O balcão da Recepção tem vidros preto e transparente, os aparadores também em vidro, assinados pela designer Jaqueline Terpins, são da Finish. A estante, com design do arquiteto, serve de guarda-volumes. A cor predominante é o rosa, uma homenagem do arquiteto à estilista italiana Elsa Schiaparelli (1890 – 1973). “Quis valorizar a arquitetura de época, introduzindo elementos ultra-modernos sem interferir no que o espaço tem de belo e original”, conclui.

 

Fotos: Rodrigo Azevedo