O site da Bamboo trouxe em matéria: “A morada de graça e eucanaã ferraz é poesia pura, com bastante espaço para luz natural, livros e boas histórias. “Abra-se tudo/em grande angular://alas a ela, abra-se tudo/em salas que se abram//em salas abertas, salões,/e o que se fechara//antes desabroche/numa sucessão de estrelas//em pleno dia claro./Abra-se o teto//do planetário, abra-se/o coração do fogo//e nele toda dor/ torne a nada e//nada lhe resista/e por onde passe alastre//sua leveza. Alas a ela,/e que ela me leve.” Assim começa o poema Valsa para Graça, do livro Cinemateca, de Eucanaã Ferraz (Companhia das Letras, 2008).

Quando Graça e Eucanaã se mudaram do sétimo para o oitavo andar do edifício Aquila, no Flamengo, o apartamento era escuro, com um forro de gesso que reduzia o pé-direito pela metade. Os dois sabiam que bastava abrir “tudo em grande angular”, “o que se fechara”, e tocaram essa primeira obra sozinhos. O que já estava aberto, assim mantiveram: a longa varanda que vai de ponta a ponta, feito um corredor, integrada por um antigo proprietário à parte interna, fonte de luz natural para cada um dos cômodos. “Que se abram.” Quem hoje tiver a sorte de visitá-los encontrará uma “sucessão de estrelas em pleno dia claro”.”

Fonte: texto sofia mariutti / fotos andré nazareth

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