Liz Diller - Museu da Imagem e do Som

Como articular a população e o poder público nas decisões que afetam o dia a dia na cidade? De que forma um projeto arquitetônico pode recuperar áreas degradadas? Como soluções de transporte público podem reintegrar a população das perifeiras ao centro urbano, ou, ainda, como levar equipamentos públicos de qualidade para a periferia? A quinta edição do Arq.Futuro promete debater estas e outras questões. Principal fórum de arquitetura e urbanismo do País, o Arq.Futuro surgiu em 2011. Aos poucos, tornou-se palco de um debate mais ambicioso, sobre a gestão urbana e as soluções para transformar as cidades em ambientes mais sustentáveis e inclusivos. Aos arquitetos, se juntaram economistas, legisladores, ativistas urbanos e cientistas políticos, num debate pluralista e direcionado para a promoção de mudanças. “O Arq.Futuro propõe uma nova conversa entre especialistas e o poder público sobre transformações urbanas há muito tempo necessárias, propondo soluções e envolvendo a população na discussão sobre o futuro das cidades”, explica Marisa Moreira Salles, cofundadora do projeto com Tomas Alvim, seu sócio na empresa BEĨ+, que realiza o evento.

 

Lisa Switkin - Cornell NYC Tech

Com o tema central “Ouvindo as Ruas: Novos Modelos para a Transformação Urbana”, a edição deste ano debaterá temas atuais, em pauta nos jornais diários, como as manifestações que tomaram as ruas das grandes cidades do país em junho, o novo Plano Diretor da cidade de São Paulo e os desafios de segurança e mobilidade da Zona Norte do Rio de Janeiro. Sobre as manifestações, conversam Bruno Torturra, um dos fundadores da Mídia NINJA, associada ao movimento Fora do Eixo; Miguel Lago, da ONG Meu Rio; o advogado Oscar Vilhena Vieira, professor de direito da FGV e fundador da ONG Conectas, de direitos humanos; Bruno Carvalho, professor de estudos brasileiros em Princeton, entre outros. O secretário de desenvolvimento urbano da cidade de São Paulo, Fernando de Mello Franco, discute o novo Plano Diretor com o vereador Andrea Matarazzo e com o subprefeito da Sé, Marcos Barreto, entre outros.

Responsáveis por projetos inovadores em seus países, arquitetos sentam à mesa com seus pares brasileiros e trocam experiências. No Rio, o colombiano Alejandro Echeverri, que revolucionou a dinâmica social de Medellín ao instalar bibliotecas públicas com design de ponta em regiões periféricas e violentas da cidade, conversa com José Marcelo Zacchi, fundador da Associação Casa Fluminense, que atua na recuperação da segurança e da mobilidade na Zona Norte do Rio de Janeiro. No  painel  “Arquitetura  e  Transformação  Urbana”,  Elizabeth Diller (do escritório Diller, Scofidio + Renfro – EUA)  faz a  primeira  apresentação  pública  do  aguardado projeto  do  MIS, o Museu de Imagem e do Som,  do  Rio de Janeiro, e o conceito aplicado de “cidade vertical”. Liz conversa com o carioca Paulo  Jacobsen,  do  escritório Jacobsen  Arquitetura,  que apresenta ao público o  Museu  de  Arte  do  Rio  (MAR) e seu papel na regeneração do centro velho da cidade. Em São Paulo, o vencedor do Pritzker Thom Mayne, especializado em prédios públicos e no uso de tecnologia em seus projetos, conversa com os  arquitetos  Vinícius Andrade  e  Marcelo Morettin, do escritório Andrade-Morettin, que assina o projeto da futura sede  do  Instituto  Moreira  Salles, na Avenida Paulista, em São Paulo. Em painel dedicado à nova economia urbana, o arquiteto americano fala com o economista André Lara Resende sobre o papel dos concursos, o marco regulatório do setor de construção civil e a reforma na lei de licitações.

 

Janette Sadik - NYC Department of Transportation

Já na mesa “Ativismo das comunidades”, os fundadores da ONG Friends of the High Line, Joshua David e Robert Hammond, se unem à equipe de designers que conceberam o projeto do High Line e mostram como engajaram os moradores da região, que, junto ao poder público, conseguiram transformar a antiga e degradada linha férrea suspensa do Lower West Side de Manhattan em um dos mais visitados parques públicos de Nova York. O financiamento da inovação urbana também é tema de um painel, que propõe novos modelos de viabilização de projetos menos convencionais e mais atentos à integração com a cidade.

Tanto o evento do Rio de Janeiro quanto o de São Paulo recebem, ainda, o lançamento de dois livros da editora BEI associados ao fórum: “Arq.Futuro ­– São Paulo na encruzilhada: uma discussão sobre mobilidade e adensamento”, com conteúdo produzidos a partir das edições anteriores do evento, e “High Line – a história do parque suspenso de Nova York”, tradução inédita do relato da criação do parque, escrito por Joshua David e Robert Hammond.

Arq. Futuro:

Programação completa: arqfuturo.com.br (veja na agenda do Radar Decoração)

Venda de ingressos: ingresso.com ou 4003-2330. R$ 20 (R$ 10, meia), para cada evento.

 

Arq.Futuro Rio de Janeiro

Quando: 23 e 24 de setembro.

Onde: Teatro Adolpho Bloch (edifício Manchete) – Rua do Russel, 804, Glória – Rio de Janeiro

 

Arq. Futuro São Paulo

Quando: 25, 26 e 27 de setembro.

Onde: Auditório Ibirapuera – Parque do Ibirapuera. Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 3 – São Paulo