A coluna Gente Boa publicou em nota: “A arquitetura duvidosa do hotel que está subindo na entrada da Barra, o insulfim na janela que escurece a paisagem para quem está dentro dos táxis, os tapumes que enfeiam o Rio por todos os lados. Esses foram alguns dos maus exemplos que jogariam contra a beleza da cidade, citados por designers e arquitetos na abertura da exposição “Design brasileiro, moderno e contemporâneo”, anteontem, na Caixa Cultural, Centro. “Não dá para ver nada de dentro dos táxis!”, reclamava Guto Índio da Costa. “O Rio é o retrato da desordem. Esse hotel construído na saída do Elevado do Joá é o símbolo do mau gosto”, dizia Zanini de Zanine, curador da mostra, ao lado do colecionador Raul Schmidt. Zanini acha que os órgãos públicos poderiam consultar a opinião dos arquitetos e designers daqui para não errarem tanto na aprovação de projetos. “Vejo a cidade inteira em obras. Poderíamos ajudar a melhorar o aspecto de praças e de vias que atualmente estão interditadas”, sugeria. Para Ronald Goulart, falta apego do carioca à sua cidade. “O Rio é como uma mulher bonita, daquelas que acham que não tem como melhorar em nada, de tanta beleza”, comparava o arquiteto. “Às vezes, eu tô estressado, abro a janela e penso comigo mesmo: como podem maltratar tanto isso tudo?”, continuava Ronald. A greve dos garis também serviu de exemplo para reflexão. O colecionador Raul Schmidt ficou chocado com o que viu ao desembarcar aqui, vindo da Suíça, “onde não existe nem latas de lixo perto das casas”. “Tenho que levar o lixo de carro até a mais próxima”. Ali, na Caixa Cultural, o ambiente era só de beleza, com criações dos Irmãos Campana (“Cadeira Yanomami”), José Zanine Caldas (“Namoradeira em Pequi”), Sérgio Rodrigues (“Cadeira Diz”), entre outras. A mostra reúne cerca de 80 obras de 16 expositores”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Segundo Caderno/Gente Boa/14/03/14