O Ela Online publicou em matéria: “De cores diferentes, combinam com as grades de ferro das fachadas dos edifícios
Encontrar caixas de correio antigas, daquelas de ferro fundido esculpidas com uma pombinha com uma carta no bico, é uma das surpresas descobertas num passeio pelas tranquilas ruas Décio Vilares e Maestro Francisco Braga, no Bairro Peixoto. Na primeira, de cara, fica comprovado que elas resistem ao tempo: estão presentes em 18 prédios com poucos andares (e muitos deles sem porteiro). Na rua vizinha, são 20. De cores diferentes (verde, azul, cinza, creme e marrom), normalmente, combinam com as grades também de ferro das fachadas dos edifícios. Algumas têm um recipiente na parte de trás onde ficam guardadas as correspondências. Noutras, as cartas depositadas caem no chão, pois as estruturas são vazadas.

— Cada morador tem a sua chave e busca a própria correspondência — explica Wamber Celestino, porteiro do número 286 da Rua Décio Vilares. — A única questão é que só cabe carta pequena, então, se os moradores não buscarem, fica lotada. E acontece, viu?

As caixas de coleta, como são chamadas pelos Correios (a instituição), foram instaladas no Rio no período imperial: em agosto de 1845. Na mesma época, também foram lançados os primeiros selos postais. As três primeiras caixinhas tinham dois metros de altura e pesavam meia tonelada — vieram da Holanda, de navio. Já as seguintes são made in Brasil. Não existe um mapeamento que determine quantas antigas caixinhas de correio sobrevivem até hoje — em 1973, elas foram substituídas por um modelo amarelo de fibra de vidro. Mas elas ainda estão espalhadas por bairros residenciais do subúrbio e da Zona Sul carioca (Leblon, Urca, Horto, Santa Teresa, Laranjeiras…).”

Fonte: Caderno Ela Decoração

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