O Segundo Caderno trouxe em matéria: “O Trio de Ouro, de Dalva de Oliveira, Herivelto Martins e Nilo Chagas, se apresentou lá mais de uma vez. Grande Otelo também não ficou de fora, assim como Carmen Miranda. De 1936 a 1940, a cantora luso-brasileira levou todo o gingado que a baiana tem para o prédio da Avenida João Luiz Alves, número 13. Décadas depois das apresentações de grandes artistas nacionais e internacionais, o edifício do Cassino da Urca, que também já abrigou o Hotel Balneário e a TV Tupi, ganha proposta de voltar a ser um local de atividades culturais e também de empreendedorismo e inovação. Esse é o objetivo do Centro Latino-Americano de Inovação em Design e Economia Criativa, segunda fase de projeto que já revitalizou parte do antigo cassino com a criação do Istituto Europeo di Design. Agora, o IED Rio está em fase de captação de recursos do Ministério da Cultura e pretende iniciar as obras após o carnaval de 2016, com término em 2020. O Minc aprovou a liberação de R$ 20 milhões via Lei Rouanet para restauro da estrutura, que terá três áreas. O Grill da Urca, nome dado ao palco onde aconteciam os shows, por exemplo, vai virar um auditório. — Vamos transformar aquela área num espaço multifuncional para desfiles de moda, peças de teatro, apresentações de música, clássica e contemporânea, seminários e palestras — explica Fabio Palma, diretor do instituto que abriga cursos de graduação e pós em campos da economia criativa, como design estratégico, comunicação visual e urbanismo sustentável. O saguão do hotel, depois hall do cassino, será um espaço para exposições de arte contemporânea, fotografia, escultura, moda e design. E haverá ainda o que Palma chama de “coração” do centro, um “design lab” para unir “o saber fazer com o saber empreender”: — Será um grande laboratório, uma oficina no sentido renascentista do termo, com ateliês como os daquela época em que eles acolhiam artistas, escultores, poetas. A ideia é que seja um lugar para os makers (designers, arquitetos, integrantes da vanguarda criativa) se encontrarem e fazerem contato com empresas e instituições públicas. Essas pessoas vão poder usar o centro de inovação para aplicar seu conhecimento com o aporte do IED na criação de soluções para as áreas de cidades, bem-estar, moda e entretenimento”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Segundo Caderno/Reportagem: Luiza Gould/12/12/15