A coluna Design Rio trouxe em reportagem: “Há quem passe pela calçada em frente ao Cine Íris, no Centro do Rio, e evite olhar para dentro, com medo de ver alguma cena mais picante no interior do estabelecimento, que oferece sessões de filmes pornôs e shows de striptease. Mas há quem pense que essa gente não sabe o que está perdendo. Apesar de pouco conservado, o edifício centenário da Rua da Carioca, que no passado abrigou o Cinematógrafo Soberano, é um dos últimos exemplos de arquitetura art nouveau ainda de pé na cidade. E preserva alguns dos azulejos pintados à mão, balcões e grades de ferro da época em que foi construído, no início do século XX. Junto com a Casa Villino Silveira e o Edifício Ipu, ambos na Glória, o Palácio do Comércio, no Centro, e as portarias e varandas de algumas construções no Flamengo, o cinema, tombado pelo estado, é um dos endereços na cidade onde os estilos art nouveau e art déco ainda resistem. — Mesmo não tendo o estilo marcante arquitetural do art nouveau, ele tem detalhes que são uma assinatura da época, como a cerâmica. E a parte de marcenaria e decoração é assinada por Antonio Borsoi, que concebeu e executou a Confeitaria Colombo e a extinta loja para homens da Rua do Ouvidor, A Torre Eiffel. O cinema é belíssimo. Lamento que alguns azulejos tenham sido retirados e que a bilheteria também não esteja mais lá — comentou o designer Márcio Roiter, presidente do Instituto Art Déco Brasil e curador da exposição “Art nouveau & art déco: estilos de sedução”, em cartaz até novembro, no Espaço Cultural Península, na Barra”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Design Rio/ 06/10/13