A coluna Em Casa, por Márcia Muller, trouxe em matéria: “No projeto de arquitetura, o que mais me encanta quando coloco uma claraboia é a luz que vem do céu. Ela muda de acordo com o dia, com cada estação e conecta o interior com o exterior da casa. Num país como o nosso – tropical quente com uma insolação intensa -, a claraboia pode ser uma cilada, se mal colocada. Gosto de fazer claraboias bem altas e sempre, sempre, ventiladas. Se você for fazer uma claraboia e se ela for coberta com vidro, uma dica: essa extensão do vidro não deve ser muito grande, e o vidro deve ter sempre uma proteção contra a incidência direta do sol: uma treliça, uma cortina que barre o sol, ou uma película no vidro , coisas assim… Eu, geralmente, uso todas essas situações juntas e ainda crio uma ventilação; caso contrário, o vidro vira uma lente de aumento para gerar calor no interior da casa. Então, não há ar-condicionado que dê jeito – a casa vai virar uma estufa no verão.

Nós, arquitetos, temos sempre a preocupação de tornar a casa o local mais agradável e lindo possível. Claraboia enfeita e transforma, através da passagem de luz, um simples ambiente em algo muito mais elaborado, principalmente se o local não tem janelas. Porém, ao introduzi-la num projeto, é superimportante conhecer a posição do sol e prepará-la para junto com a abertura para o céu, também, uma ventilação para torná-la adaptada ao projeto.

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Já vi situações em que a claraboia impedia os habitantes da casa de utilizarem aquele espaço durante todo o verão, ou mesmo no inverno, quando o sol ficava bem em cima da cobertura de vidro. O calor que o vidro sem ventilação gera dentro da casa é muito grande; mas, se for colocada uma fresta para entrar a luz natural, a claraboia será sempre linda.

Ela pode ter várias formas: circular, quadrada, enfim, qualquer uma que se misture bem com o ambiente. Nas construções antigas, eram usadas até para diminuir a carga nas cúpulas. Dessa forma, eram postas bem no centro e no alto da cúpula. O Panteão Romano é um exemplo dessa situação.

Craques da arquitetura, os romanos sempre colocavam nos projetos elementos práticos que tornavam o projeto funcional e, acima de tudo, elegante.

Tudo que conecta o interior com o exterior, tudo que ilumina, aumenta e valoriza um ambiente em sua casa. Mostro lindas claraboias, todas valorizando um projeto arquitetônico.”

Fonte: blog Lu Lacerda

Veja no blog:

http://lulacerda.ig.com.br/categoria/em-casa-por-marcia-muller-e-erick-figueira-de-mello/