Formada em Arquitetura pela FAU-Mackenzie em 2000, Paloma Yamagata comanda, desde 2004, o escritório Yamagata Arquitetura e Design. Conhecida pela criação de ambientes elegantes e com personalidade, a arquiteta conta sobre sua carreira em entrevista ao Radar  Decoração e afirma não gostar de rótulos.

 

RD: Por que você escolheu essa profissão?
P.Y: Acho que a vontade de estudar arquitetura surgiu quando eu era ainda pequena. Na época, meus pais começaram a construir uma casa e as maquetes do Zanine Caldas me encantavam.

 

RD: Como você define seu estilo e como foi o caminho que você percorreu para desenvolvê-lo?
P.Y: Não sou minimalista, apesar da ascendência japonesa, mas ao mesmo tempo não consigo ser tão prática quanto deveria ser um profissional da área de exatas. Acho que gosto de não ter um rótulo.

 

RD: O que você considera essencial em qualquer bom projeto de interiores?
P.Y: A base da arquitetura tem que ser boa. Assim como na moda, tons básicos, algumas releituras e acessórios com diferencial são fundamentais para um look bacana.

 

RD: De onde vem a sua inspiração?
P.Y: De quase tudo. Sou uma pessoa observadora e meus projetos são um reflexo do que eu vivencio.

 

RD: Quais são suas cores favoritas no décor?
P.Y: Não sou muito de cor. Gosto dos tons neutros, mas confesso que de uns anos pra cá tenho usado muito o azul.

 

RD: Forma, função ou emoção?
P.Y: A combinação dos três.

 

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? O que falta nesse mercado?
P.Y: Acho que o mercado carioca é descolado e ao mesmo tempo sofisticado e eu, em particular, gosto muito dessa mistura. Acho que o que falta nesse mercado é o profissionalismo em alguns seguimentos e a nossa mão de obra ainda é muito ruim, o que se agrava ainda mais com o mercado aquecido como agora.

 

RD: Qual seria a casa dos seus sonhos?
P.Y: Acho que nunca parei para pensar nisso…

 

RD: Que projetos entregou recentemente e está fazendo atualmente? Algum que curte em especial?
P.Y: Adorei o projeto que fizemos para um flat há poucos meses, pois era um apartamento pequeno, mas que tinha tudo o que precisava.

 

RD: Algum projeto que sonha em fazer e nunca fez?
P.Y: Há alguns anos fizemos um final de semana solidário com uma ONG e foi um barato. Gostaria fazer novamente um trabalho  solidário.

 

RD: Quem são seus designers de mobiliário favoritos?
P.Y: Gosto do design brasileiro, em especial do Sérgio Rodrigues e do Joaquim Tenreiro.

 

RD: Qual o maior aprendizado nos anos de profissão?
P.Y: Já aprendi muito e acho que ainda tenho muito o que aprender.