O Morar Bem publicou em matéria: “Faltavam cerca de quatro meses para a Copa do Mundo no Brasil e o empresário Célio Corrêa tinha uma área de 100m² bem em frente ao Maracanã para erguer as acomodações de um hostel. Para não perder a clientela que viria aos montes, ele precisava agir rápido. Encontrou nos contêineres a solução mais viável. Como num grande jogo de tétris, montou quatro colunas com três compartimentos empilhados cada e começou a tocar a obra. — Quando começou o mundial, tínhamos três deles já prontos para receber os hóspedes. No meio, eram cinco e, ao final, já eram sete. Fomos construindo aos poucos e, quatro meses depois da Copa, estava tudo pronto — conta o empresário. “Tudo” é uma estrutura em que 12 contêineres foram transformados em 11 suítes e um bar, unidos na parte superior por um grande terraço com vista panorâmica para o estádio. — Já havia viajado por países como Alemanha e Holanda e visto construções que utilizavam este material com bom gosto. Comecei a pesquisar, e vi que era a melhor solução para construir a tempo de aproveitar o momento — lembra. Para empilhar as estruturas foram cerca de 15 dias, um dos momentos mais complicados da obra. Um caminhão munck fazia as operações, sendo boa parte delas da rua para dentro do terreno. — Íamos encaixando, tendo que respeitar a distância para construir os acessos — descreve Célio. — Não foi fácil. Encontrar mão de obra para fazer os trabalhos também era complicado. Foram várias pessoas trabalhando em diferentes frentes. Uma equipe tinha que esperar a outra terminar para começar naquilo que lhe cabia. Mas os benefícios fizeram com que todo o esforço valesse a pena. Célio estima que precisaria do dobro de tempo, se optasse por uma obra convencional. Além disso, ele gastou cerca de R$ 150 mil para concluir a obra. Conforme os cálculos dele, sairia até 50% mais caro se optasse por alvenaria. Levando-se em conta que o Rio é uma cidade portuária, não é difícil inferir o quanto a visão de Célio para o seu negócio foi oportuna pela quantidade de fornecedores. O problema, por ora, é que muita gente ainda torce o nariz para o material, em função da maneira descuidada como costuma ser utilizado, em escolas improvisadas e canteiros de obras. Mas tem gente disposta a mudar isso. O escritório A+F Projetos Arquitetura, por exemplo, está criando uma divisão dedicada ao material. Na cartela, há projetos como uma casa de luxo em Angra dos Reis, com 180m², com quatro quartos, três salas, varanda, lounge e previsão de conclusão em até oito meses, e outra de três quartos, com opção de closet e sala integrada ou não à cozinha, num custo estimado de R$ 350 mil. Esta última, com execução em escala, pode ser finalizada em até quatro meses”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Morar Bem/Reportagem: Eduardo Vanini/31/01/16