Segundo nota do caderno Rio, “autor do projeto que definiu os parâmetros de ocupação da Barra da Tijuca ao Recreio, o arquiteto e urbanista Lucio Costa chegou ao fim da vida achando que o  ‘desmantelo tomou conta da área. Seu desgosto com os rumos do plano piloto para a região, desenvolvido a partir de 1969, é um dos relatos do livro ‘Registro de uma vivência’, de 1995, em que Costa revelou o que ainda lhe dava algum alento na Barra: ‘Fora o mar e a paisagem, o que me dá prazer de olhar é a minha caixa-d’água da Sudebar (Superintendência de Desenvolvimento da Barra)’. Se hoje visse a tal caixa d’água, única obra que deixou no bairro, o urbanista não teria qualquer alento. Erguida na atual Avenida Ayrton Senna, a desconhecida e simples estrutura sofre sem conservação, em meio a vários prédios da administração pública, e, segundo funcionários, deixa vazar água toda noite. A caixa, também chamada de castelo d’água por ser suspensa, foi desenhada pelo modernista em meados dos anos 70 para abastecer o escritório da Sudebar, instalado, então, quase no meio do nada. O arquiteto Hugo  Hamann, que trabalhou na superintendência, guarda o croqui de Costa para o castelo, em que ele previu, por exemplo, a trepadeira jiboia crescendo pelos pilares. No lugar da planta, veem-se canos precários até a base da caixa, que hoje abastece a  subprefeitura da Barra. Feita de concreto aparente, a estrutura usa tijolos espaçados para filtrar a luz do sol e proteger a caixa.”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Reportagem: Fabíola Gerbase/ 17/07/13