O caderno País informou em matéria: “Oscar Niemeyer já beirava seus 80 anos quando, em um impulso, resolveu riscar de preto uma das paredes brancas de um órgão público. Visitava um amigo e, cansado de esperá-lo, mandou que retirassem os quadros e pediu material para escrever. Foi traçando esboços que, aos poucos, tornaram-se reconhecíveis: o Sambódromo, na Marquês da Sapucaí; a Universidade de Brasília; a Universidade de Constantin, em Argel; e o Memorial da América Latina, em São Paulo. O registro aconteceu nos anos 1990, no gabinete 11 do Senado Federal. O arquiteto fez os desenhos quando, em uma visita ao educador Darcy Ribeiro, então senador pelo Rio de Janeiro, teve que aguardar enquanto o amigo participava de uma votação no plenário. A ausência de Darcy, que deveria durar poucos minutos, estendeuse por mais de três horas. Em parte para combater o tédio da espera, mas também para homenagear o amigo, que dá nome ao campus da UnB, Niemeyer eternizou a parede — que depois foi tombada e protegida por um vidro — com caneta esferográfica, pincel atômico e lápis. Em uma das paredes, lê-se: “Para Darcy, meu irmão que contribuiu definitivamente para todos esses projetos. Oscar””. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/País/Reportagem: Júnia Gama/29/11/14