A coluna Design Rio publicou em reportagem: “Ignore o cenário ao redor, repleto de sobrados e galpões abandonados no subúrbio, e tente imaginar como era a indumentária, o linguajar e a rotina dos passageiros de trem que circulavam pela Estação do Engenho de Dentro em meados do século XIX. Situada a exatos 11,4 km de distância da emblemática Central do Brasil, a construção, que remete a uma gare europeia, tem uma atmosfera que permite aos saudosistas essa viagem ao passado. Sem um estilo definido, o prédio, projetado pelo engenheiro Jorge Leal Burlamaqui, impressiona principalmente pela grandiosidade: com 25 metros de altura, tem uma enorme cobertura em arco protegendo as cinco plataformas de embarque e desembarque. Hoje, o local tem sinais de abandono: pichações na pintura externa e no alto do telhado, além de pontos de infiltração em algumas pilastras. Abrigados do sol e da chuva dentro do imponente pavilhão, muitos passageiros hoje nem têm tempo de admirar a construção, tombada pelo município em 2004, que é a única estação totalmente coberta em toda a malha ferroviária suburbana. Para o engenheiro ferroviário Helio Suevo Rodriguez, de 62 anos, autor do livro “A formação das estradas de ferro no Rio de Janeiro”, a estação guarda um importante pedaço da história do setor ferroviário no Brasil”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Design Rio/ 14/07/13