Juntas na profissão há 10 anos, Danielle Parreira e Flávia Santoro são donas de um perfil moderno e procuram sempre adequar o estilo do projeto ao gosto e às necessidades dos clientes. Em entrevista ao Radar Decoração, elas falam sobre a carreira e mostram com muita simpatia como a dupla vem conquistando o mercado carioca.

 

RD: Por que escolheram essa profissão?
D.P: Desde pequena sempre me interessei por revistas de decoração e arquitetura. Adorava mudar os móveis do meu quarto de lugar, somente no “sentimento”. Sempre viajei muito e me fascinavam as construções e monumentos que visitava. Mesmo criança tinha interesse pela arquitetura e sua história. A escolha da profissão não poderia ter sido mais natural.

F.S: Eu sou apaixonada por casa em si. Acho que daí surgiu a vontade de fazer a faculdade. Sempre fui curiosa para ver a casa dos outros, visitar banheiros de restaurantes, etc. Em viagens minha mala volta cheia de itens para a casa. Minha última aquisição foi a luminária “Campari Light” do designer Ingo Maurer.

RD: Como definem o estilo de vocês e qual foi o caminho que percorreram para desenvolver esse estilo?
D.P e F.S: Nós nos consideramos bem contemporâneas, mas gostamos de mesclar diferentes estilos em um mesmo projeto, e assim definir um pouco o nosso estilo. É claro que sempre buscamos atender o cliente e seu gosto deve prevalecer no projeto, mas conseguimos misturar peças clássicas num contexto moderno e vice-versa.

RD: Quais são as vantagens de trabalhar em dupla? Vocês dividem o trabalho de alguma forma específica?
D.P e F.S: São muitas as vantagens!! Dividimos e trocamos ideias o tempo todo. Conseguimos atender melhor nossos clientes, pois sempre há uma de nós nas reuniões, supervisionando tudo. O conceito do projeto e sua concepção são sempre feitos por nós duas, assim como a primeira reunião com o cliente e a apresentação do projeto. A partir daí realmente dividimos os projetos, mas nada é prédeterminado.

RD: Quais os projetos que entregaram recentemente?
D.P e F.S: Entregamos um apartamento no Recreio, uma cobertura na Barra, a reforma de um living também na Barra, além de um escritório no Mario Henrique Simonsen.

RD: Quais os projetos que estão fazendo agora? Algum que curtem em especial?
D.P e F.S: Estamos fazendo uma cobertura no Leblon, dois apartamentos na Barra e um na Gávea. Em especial estamos fazendo uma reforma na casa da mãe de um cliente para quem já fizemos dois apartamentos, a casa do pai, da irmã e o escritório.

RD: Algum projeto que sonham em fazer e nunca fizeram?
D.P e F.S:  Queremos muito construir, fazer projetos de arquitetura, e também grandes hotéis.

RD: O que consideram essencial em qualquer bom projeto de interiores?
D.P e F.S: Essencial é termos sensibilidade para perceber o que o cliente quer e precisa. Harmonia é a palavra-chave para um bom projeto.

RD: Qual a importância de materiais sustentáveis no seu trabalho?
D.P e F.S: A importância é total! Esse é o caminho do futuro e não só um modismo. Devemos cada vez mais nos empenhar para também conscientizarmos nossos clientes da importância do emprego de materiais e sistemas (iluminação controlada, aquecimento solar, reutilização de água, etc)sustentáveis.

RD: Forma, função ou emoção?
D.P e F.S: Emoção, sensação, impacto, é o que fazemos! Realizamos sonhos! A função e a forma são bases imprescindíveis para um bom projeto, mas jamais esquecendo da emoção.

RD: Quem são seus designers de mobiliário favoritos?
D.P e F.S: Somos apaixonadas pelo mobiliário do Sergio Rodrigues, mas lógico que admiramos muitos outros, como os irmãos Campana e Philippe Starck.

RD: Quais vocês acreditam serem as peculiaridades do mercado carioca? Qual o papel ou importância do Rio dentro do mercado brasileiro de arquitetura e decoração? O que falta nesse mercado?
D.P e F.S: O mercado carioca está em plena transformação. O carioca está valorizando mais o “receber” e o “estar em casa”, está mais exigente com a casa. O Rio está se firmando como foco. Todos os olhares estão voltados para a gente e acredito que esse é o momento de firmarmos nossa capacidade de sermos lançadores de tendências e de deixarmos de lado o estigma de que o carioca não liga para casa. Falta mão de obra capacitada para atender a um público cada vez mais exigente, que deixou de ser “descolado” e hoje exige qualidade e bom atendimento como prioridades.

RD: Como são as casas de vocês? O que gostam de ter nelas?
D.P: Minha casa tem uma base neutra. Gosto sempre de mudar as cores das paredes, almofadas e laquear um ou outro móvel. É agradável e convidativa, pois eu e meu marido adoramos receber os amigos e família nos finais de semana.

F.S: Minha casa é a minha cara (risos). Gosto de cores, de objetos irreverentes e acima de tudo, aconchego. Gosto de casa “com alma”, com história para contar em cada detalhe. Cada detalhe ou objeto tem um pedacinho de história da minha vida.

Foto: Kitty Paranaguá