O caderno Rio publicou: “‘Mas acabamos fazendo uma entrevista política’, brinca o português Eduardo Souto de Moura, um dos maiores nomes da arquitetura contemporânea, que está no Brasil para participar da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Vencedor do prêmio Pritzker em 2011, o equivalente a um Nobel de arquitetura, Souto de Moura compreende seu ofício como um  caminho para a solução de problemas urbanos, mas responsabiliza governos e o sistema financeiro pelo que chama de ‘decadência dos valores sociais’ — um fator que, de acordo com o arquiteto, pode ser a causa das manifestações populares na Europa e também no Brasil. Hoje, Souto de Moura participa na Flip de uma mesa ao lado do crítico americano Paul Goldberger sobre as relações entre os espaços físicos em que vivemos e nossas experiências de tempo e memória. Ele está em Paraty desde domingo, dando uma oficina para alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), da Escola da Cidade e da PUC-Rio. — Eu tive uma certa surpresa ao chegar a Paraty. Pelas imagens que conhecia das revistas de turismo, pensei que a cidade fosse uma ilha isolada, com todos os defeitos dos lugares mantidos artificialmente para o turismo. Mas ela é diferente. Não é uma cidade fantasma, é um lugar real, que não tem duas ou três mil pessoas, tem 40 mil. É uma cidade que tem as duas faces da mesma moeda. Há a Ilha das Cobras, que é a parte pobre, mais verdadeira. E tem a parte cenográfica, que tem sua razão de ser e que é muito  bonita. O desafio é entender que uma parte precisa da outra — diz Souto de Moura.”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/ Rio/ Reportagem: André Miranda/ 04/07/13