A coluna Gente Boa publicou uma pequena entrevista com Roberto Cabot, bisneto do arquiteto francês Joseph Gire: “Responsável pelo Copacabana Palace, Hotel Glória, Palácio Laranjeiras, entre outros, o arquiteto francês Joseph Gire vai ganhar livro luxuoso da Casa da Palavra sobre sua carreira. A organização é de Roberto Cabot, bisneto do arquiteto, e de Rebecca Lockwood, que levaram sete anos na pesquisa. O lançamento será no dia 14, na Travessa de Ipanema. Qual a importância de Joseph Gire para a arquitetura do Rio? Ele viveu no Rio de 1919 a 1931. Falar das obras dele é contar a história da arquitetura moderna carioca. Estávamos muito mais na ponta do que parecia. O edifício do A Noite, a última obra dele, de 1929, na Praça Mauá, foi o primeiro arranha-céu de concreto armado do planeta. A ideia do livro é mostrar que o modernismo não foi uma explosão repentina. Alguma história curiosa dos bastidores das obras? Os Guinle encomendaram um palacete, que ficava no lugar do atual Edifício Argentina. Material e mão de obra vieram da França. Só que estourou a Primeira Guerra e ele ficou sem funcionário algum. Foi todo mundo lutar. E da vida dele no Rio? Meu bisavô morava em Laranjeiras e encontrei uma notícia de jornal dizendo que a casa dele havia sido assaltada, em 1923. Ou seja, naquela época já tínhamos esse tipo de problema, tão comum nos dias de hoje…”. Leia mais no jornal O Globo.

Fonte: O Globo/Segundo Caderno/Gente Boa/10/04/15