Aos 12 anos ela se aventurou pela primeira vez no mundo da arquitetura e decoração projetando a casa dos pais. Desde então ela foi fisgada pela profissão e acabou tendo seu nome entre os grandes da cidade, sempre aliado ao bom gosto. Em entrevista ao Radar Decoração, Claudia Brassaroto fala sobre a felicidade de trabalhar com o que ama e sobre seu aprendizado nos anos de carreira.

 

RD: Por que você escolheu a arquitetura?
C.B: Eu costumo dizer que foram a arquitetura e a decoraçāo que me escolheram. Quando eu tinha 12 anos, morava com meus pais no interior de São Paulo e eles precisavam mudar o lay out da casa onde morávamos. Naquela época nāo era comum contratar arquitetos, e sim engenheiros civis, mas os desenhos que eles apresentavam aos meus pais nāo eram satisfatórios. Então peguei a régua de escala natural 1/100 e resolvi desenhar em uma folha e foi esse desenho que o engenheiro colocou em prática. Ficou ótimo e meus pais moram na mesma casa até hoje. Acredito que a imaginaçāo e a criatividade estimulam minha endorfina e me deixam muito feliz, sem pensar em mais nada. Por estes motivos acho que escolhi e fui escolhida e sou muito feliz quando estou criando.

 

RD: Como você define seu estilo e como foi o caminho que você percorreu para desenvolvê-lo?
C.B: Meu estilo é o estilo dos meus clientes. Acredito que um bom profissional precisa saber fazer todos os estilos, mas para realizar todos os estilos uso como base principal o branco. A partir daí crio o contemporâneo, o clássico, o rústico, etc. O caminho foi, a cada desafio apresentado com os pedidos diferenciados dos clientes, eu criar uma base para desenvolver o restante. Acho que consegui.

 

RD: Como se dão suas escolhas diante de um mercado com tantas fontes e possibilidades?
C.B: Sempre penso na ergonomia alinhando ao meu gosto.

 

RD: Como você se informa sobre o mercado de decoração?
C.B: Com muitas viagens, feiras e uma boa parte dos lançamentos chega até meu escritório.

 

RD: Quais você acredita serem as peculiaridades do mercado carioca? O que falta nesse mercado?
C.B: Acredito que a maior peculiaridade seja a diversidade de culturas.

 

RD: Qual o estilo da sua casa? O que você gosta de ter nela?
C.B: Na minha casa a arquitetura é clássica e no interior a base é contemporânea com toques clássicos. É uma harmoniosa mistura do clássico com o contemporâneo.

 

RD: Conte um pouco sobre os projetos que está fazendo atualmente?Tem algum que está curtindo especialmente?
C.B: Hoje estou só com projetos residenciais. Todos me agradam muito, pois cada um tem o seu estilo próprio, que é o do cliente, mas estou desenhando duas casas modernistas que estão aguçando muito a minha imaginação.

 

RD: Algum projeto que sonha em fazer e ainda não fez?
C.B: Como o melhor que eu sei fazer é criar, gostaria de fazer um projeto beneficente, algo em que eu possa ajudar as pessoas.

 

RD: Qual o maior aprendizado nesses anos de carreira?
C.B: É saber que o ser humano tem diferenciais, aprender um pouco a cada dia e saber que é impossível conhecer as pessoas, seus desejos e anseios em apenas uma conversa.